Casal que abusou de sete crianças e as forçou a conviver com animais é condenado a 30 meses de prisão; entenda
Um casal de pais adotivos foi condenado nesta segunda-feira por submeter crianças sob seus cuidados a anos de abusos físicos e psicológicos na Escócia. Barbara e Douglas Daniel, de 76 e 80 anos, foram considerados culpados após julgamento no Tribunal do Xerife de Glasgow e sentenciados a 30 meses de prisão.
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De acordo com a acusação, os crimes ocorreram entre 1986 e 1988, período em que o casal acolheu sete crianças com idades entre cinco e dez anos. As vítimas relataram à Justiça uma série de episódios de crueldade praticados na casa da família, localizada em Parkhead, na cidade de Glasgow.
Relatos de crueldade
Durante o julgamento, testemunhos descreveram práticas humilhantes e violentas. Algumas crianças teriam sido obrigadas a entrar em recintos de animais, enquanto uma delas foi colocada no meio de gansos que a bicavam. Outra vítima foi empurrada para dentro de um bebedouro de pássaros sujo no quintal da residência.
Segundo os relatos apresentados no tribunal, os menores também eram submetidos à fome. Em um dos episódios citados, uma criança recebeu língua de vaca — alimento destinado aos furões da família. Pelo menos uma das vítimas foi obrigada a se sentar no chão ao lado dos cães da casa durante as refeições.
Além dessas situações, as crianças teriam sido alvo de agressões físicas e de um ambiente marcado por controle e intimidação.
Após a condenação, o inspetor-chefe de polícia Neil Guy criticou duramente o comportamento do casal. Em declaração divulgada após o veredito, ele afirmou que os dois “cometeram uma série de abusos contra jovens que deveriam estar sob seus cuidados”.
Guy também agradeceu às vítimas por colaborarem com a investigação. “Espero que o resultado de hoje lhes traga algum alívio”, disse, acrescentando que a condenação demonstra o compromisso das autoridades em investigar denúncias de abuso, “independentemente de quando tenham ocorrido”.
O inspetor-chefe ainda incentivou outras possíveis vítimas de crimes semelhantes a procurar a polícia, garantindo que as denúncias serão tratadas “com sensibilidade, profissionalismo e investigação rigorosa”.
