Casal Loquinha, de 'Três Graças', ganha protagonismo em novela vertical que estreia hoje; veja histórias de fãs apaixonadas
O público que se apaixonou pela história de amor de Lorena (Alanis Guillen) e Juquinha (Gabriela Medvedovsky) em “Três Graças” agora pode acompanhar a rotina e os desafios da relação na novela vertical “Loquinha”, que estreia hoje nas redes sociais da TV Globo. A trama envolvendo o casal, que continua no folhetim das nove, ganha protagonismo com mais cenas na nova produção. Com 25 episódios curtos, escritos por Marcia Prates, uma das colaboradoras de “Três Graças”, a novelinha mergulha no universo emocional das meninas.
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“A representação do casal é feita de uma maneira leve, simples, naturalizada e com uma construção. E isso faz parte das personagens, não somente da trama delas. Porque Juquinha tem seu emprego e seus amigos. A Lorena tem os conflitos familiares... Tudo isso aprofunda a narrativa, os dramas. E também tem a questão humana, que é genuína e faz com que todo o público se conecte”, afirma Gabriela.
Em “Loquinha”, Lorena e Juquinha moram juntas e sofrem com as maldades de Lucélia (Daphne Bozaski), a mando de Ferette (Murilo Benício). Entre intrigas, manipulações, ciúmes e armações, o casal mais shipado do Brasil enfrenta reviravoltas que colocam à prova a força do amor que o une.
Lorena (Alanis Guilen) e Juquinha (Gabriela Medvedovsky), personagens de 'Três Graças' estão na novelinha vertical 'Loquinha'
Beatriz Damy/Rede Globo
“Mostrar um romance baseado no respeito e na igualdade faz parte do nosso tempo. Por isso, acredito que essa narrativa encontrou uma aceitação tão grande e acabou tomando essa proporção. Fico muito feliz e espero que essa história abra caminho para muitas outras, para que possamos continuar falando sobre o amor verdadeiro entre pessoas”, destaca Alanis.
Um dos momentos mais tensos da nova trama é a chegada de Teca (Ingrid Gaigher), ex-namorada de Juquinha, que balança o relacionamento de Loquinha. Querido pelo público, o casal inspira muitas meninas. Muitas delas usam as redes sociais para homenagear não apenas as personagens, mas também suas intérpretes. Diversos fandoms foram criados como forma de manter a história de Lorena e Juquinha viva além das novelas. Veja os depoimentos de algumas fãs apaixonadas!
Bruna Sousa (@centralloquinha)
26 anos, assistente de gráfica, Fortaleza (CE)
Bruna Sousa
Arquivo pessoal
"Não é só sobre representatividade, mas profundidade. Enquanto muitos casais homossexuais apareciam antes de forma limitada ou com histórias pouco desenvolvidas, elas tiveram tempo, espaço e verdade. Me identifico com elas em alguns aspectos. São fortes e transformadoras. Sou solteira, mas espero viver algo tão bonito assim em breve. Ainda não tive a chance de conhecer as atrizes, mas queria muito. Tenho uma revista com elas (quando foram capa da ELA, em fevereiro), já encomendei uma caneca e vou fazer uma blusa com o rosto das duas. No celular, só tenho fotos delas. Eu as acompanho desde “Malhação”, só não tinha um fã-clube antes."
Janny D' arc (@loquinhaoficial)
24 anos, agente de carga, Fernando de Noronha (PE)
Janny D'arc
Acervo pessoal
“Foi impossível não me sentir atravessada pela história. Existe uma naturalidade muito forte na forma como esse casal é construído, e isso é o que mais me prende. Agora, com a expansão da trama delas na novelinha, tudo ganhou ainda mais força. Me identifico muito. Principalmente nessa parte de se assumir. A forma como a Lorena vive esse amor de forma leve, sem se prender às críticas, me tocou muito, porque eu me vi ali. Meu processo foi bem parecido. Tive acolhimento, assim como Juquinha. Isso me conectou ainda mais. Tenho alguns itens em homenagem a elas como blusa, boné, caneca...”
Kelly Aleluia (@loquinhavestiu)
27 anos, dentista, Salvador (BA)
Kelly Aleluia
Arquivo pessoal
”Por ser amante do fashionismo, criei uma página de pesquisa dos looks delas. Sou bissexual, então quando eu vejo duas mulheres sendo retratadas com tanta profundidade na TV, me atravessa de um jeito muito pessoal, mais particularmente com Juquinha. Tenho uma família muito acolhedora, assim como ela. Tive um relacionamento afetuoso com uma mulher e tivemos uma ligação tão forte quanto o casal Loquinha. Por isso que esse amor por elas foi acendido. Na novela vertical parece que elas terão conflitos reais como qualquer outro casal. Isso faz toda diferença porque o público começa a enxergar além do rótulo de uma relação homossexual, graças a Deus. É amor”.
Monya Garcia (@loquinhaverso)
38 anos, infectopediatra, Fortaleza (CE)
Monya Garcia
Arquivo pessoal
"Cresci numa família homofóbica. Só consegui me entender e me assumir aos 30 anos quando saí de casa, e perdi o contato com eles. Ouvi da minha mãe que preferia ter uma filha morta a uma filha homossexual. Já são oito anos de distanciamento e tive gatilhos fortíssimos. Precisei de ajuda com as cenas da expulsão da Lorena de casa. Nós temos sede dessa representatividade. Isso reforça nossas existências. Isso promove diálogos familiares. Faz com que meninas se entendam mais cedo, que as famílias sejam mais empáticas... Não muda a minha história, mas cura um pouco as feridas e me fortalece na esperança de ver uma sociedade nos aceitando. Isso me motivou a criar perfis nas redes sociais para engajar e reverberar esse casal tão marcante, histórico. Mandei um presente para elas: uma estrela com o nome de cada e um kit cearense com uma carta contando a minha trajetória. Gabi me respondeu agradecendo por compartilhar tudo. E soube que Alanis também gostou do presente.”
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