Casal de noivos está entre as vítimas de incêndio que matou 15 na Índia:

Casal de noivos está entre as vítimas de incêndio que matou 15 na Índia: 'passagens compradas'

Fonte: Bandeira



Um casal que se preparava para casar está entre as 15 pessoas mortas no incêndio que atingiu um prédio comercial na cidade de Lucknow, no norte da Índia, na segunda-feira. As vítimas, identificadas como Neelesh Kumar, de 27 anos, e Anamika Samant, de 30, trabalhavam e estudavam em um instituto de treinamento em animação e games que funcionava no edifício atingido pelas chamas.

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Inicialmente, havia sido divulgado que apenas menores de idade estariam entre as vítimas; posteriormente, as identidades dos mortos foram reveladas. Segundo familiares, Neelesh e Kumar se conheceram há alguns anos e transformaram uma amizade em relacionamento. Com a aprovação das famílias, os preparativos para o casamento já estavam em andamento. Os parentes haviam inclusive comprado passagens de trem para uma viagem à Bengala Ocidental na semana seguinte, quando pretendiam avançar nas negociações da cerimônia.

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AFP

Dias antes da tragédia, os pais de Anamika viajaram de Bengala Ocidental para Lucknow para conhecer a família de Neelesh. O encontro foi descrito por parentes como uma reunião calorosa, marcada por conversas sobre o futuro do casal e os planos para a oficialização da união.

O que se sabe sobre o incêndio

O incêndio ocorreu em um prédio comercial de três andares no bairro de Aliganj. A maioria das vítimas era formada por estudantes e funcionários de um centro de treinamento voltado para animação digital e desenvolvimento de jogos. Nove pessoas ficaram feridas. As autoridades investigam se um curto-circuito em um aparelho de ar-condicionado, localizado em uma loja no térreo, deu início ao fogo.

As investigações também apuram possíveis falhas de segurança. Especialistas ouvidos pelo jornal The Times of India afirmaram que o imóvel apresentava problemas estruturais e deficiências nos sistemas de prevenção a incêndios. Reportagens locais apontam ainda que o edifício havia sido considerado irregular e chegou a receber uma ordem de demolição em 2016, posteriormente revogada.

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AFP

Após a tragédia, quatro proprietários do prédio foram presos e quatro funcionários públicos responsáveis pela fiscalização foram suspensos. As autoridades estaduais determinaram uma investigação para apurar responsabilidades pelo incêndio.

Além de Anamika, outra integrante de sua família morreu no local: sua prima Somilya, de 27 anos, que também trabalhava no instituto. O que seria uma semana de comemorações e preparativos para o casamento transformou-se em luto para as duas famílias.

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Segundo o The New York Times, no local, também funcionam um pet shop e uma clínica, além de uma biblioteca e uma seção de infografia. Animais do pet shop também precisaram ser resgatados.

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As equipes de resgate precisaram abrir acesso forçado ao edifício para alcançar as vítimas, devido à intensa fumaça que tomou os ambientes internos e dificultou a evacuação. Imagens mostram corpos sendo retirados do local e a presença de uma grande aglomeração nas imediações.