Casa & Video obtém mais 30 dias de prazo para renegociar com credores
A CVLB, grupo que é dono das varejistas Casa & Video e Le Biscuit, conseguiu prorrogar por 30 dias uma medida cautelar na Justiça que protege credores de executarem dÃvidas. Segundo fato relevante publicado pela empresa, a prorrogação foi aceita pela Justiça "considerando o avanço das negociações com parcela relevante dos credores, bem como a expectativa concreta de ampliação do universo de credores aderentes à s tratativas atualmente em curso".
Esse tipo de medida cautelar costuma ser acionado por empresas com uma preparação para entrar na sequência com pedido de recuperação judicial. O instrumento legal suspende temporariamente qualquer tipo de execução de dÃvida, ações de despejos ou protestos de débitos.
No fato relevante, a empresa afirma que "seu ecossistema de vendas, que abrange as lojas fÃsicas e os canais digitais, permanece operando normalmente".
Em janeiro, quando a empresa obteve a primeira medida cautelar para se proteger de credores, a coluna Capital, do GLOBO, relatou que fontes próximas ao negócio avaliavam que a empresa estava sendo pressionada por juros elevados, pelo e-commerce e por fenômenos como as bets, que impactam a renda disponÃvel da classe C.
O processo corre na 1ª Vara Empresarial do Rio, em segredo de Justiça.
Fusão
O grupo mantém 344 lojas, sendo 226 da Casa & Video. A marca carioca concentra sua atuação no Sudeste, enquanto a Le Biscuit opera quase que exclusivamente no Norte e no Nordeste. A Casa & Video e a Le Biscuit anunciaram fusão em 2022. Na ocasião, a gestora carioca Polo Capital, de Marcos Duarte e dona da Casa & VÃdeo, ficou com praticamente dois terços da companhia resultante da união, a CVLB. O restante ficou com os antigos acionistas da Le Biscuit, como a também carioca Vinci, a famÃlia Santana, fundadora da empresa, e a gestora americana Siguler Guff.
A Polo Capital investiu na Casa & Video há mais de uma década, depois de a varejista passar por uma fase delicada. Em 2008, a rede chegou a ser fechada pela PolÃcia Federal, acusada de sonegação fiscal. Depois, passou por recuperação judicial e, na sequência, foi comprada pelo advogado Fábio Carvalho. Pouco antes da pandemia, a Polo Capital comprou a parte de Carvalho e se tornou a única dona da varejista.
