Casa histórica em formato de disco voador é colocada à venda por R$ 8 milhões na Califórnia

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Uma casa amarela em formato de disco voador, com janelas arredondadas e arquitetura inspirada na ficção científica, está à venda por US$ 1,495 milhão (cerca de R$ 8 milhões). Localizada nas montanhas de San Jacinto, na Califórnia, a Donaldson Futuro foi restaurada pelo arquiteto Milford Wayne Donaldson, de 83 anos, que pretende encontrar um comprador interessado em preservar o imóvel. Casa foi resgatada da demolição Projetada em 1968 pelo arquiteto finlandês Matti Suuronen, a Futuro foi concebida originalmente como um chalé de esqui portátil. Com cerca de 48 metros quadrados, a estrutura de plástico tem cozinha, banheiro, lareira e uma porta de entrada semelhante à escotilha de uma nave espacial. Donaldson e sua mulher, Laurie, são donos da construção desde o fim da década de 1970. Ao descobrir que ela estava em ruínas, nos fundos do San Diego Design Center, o arquiteto decidiu comprá-la para impedir sua destruição. Em 2004, após restaurar a parte externa, transferiu a casa para um terreno nas montanhas, adquirido por US$ 70 mil. O transporte exigiu um caminhão especial, escolta da Patrulha Rodoviária da Califórnia e um guindaste para posicionar a estrutura acima das árvores. Em entrevista ao The Wall Street Journal, Donaldson comparou a chegada ao local a uma cena do conto do Flautista de Hamelin, com cerca de 40 carros acompanhando o veículo. Construção histórica A casa foi declarada edifício histórico em janeiro de 2021. Estima-se que cerca de 100 unidades do modelo Futuro tenham sido construídas no mundo, das quais entre 50 e 60 ainda existam. Segundo o Wall Street Journal, muitas foram vendidas ao longo dos anos por valores entre US$ 50 mil e US$ 100 mil. Donaldson, que integrou o Conselho Consultivo de Preservação Histórica durante o governo de Barack Obama, acredita que o imóvel vale mais por estar em condições de uso. Agora, quer vendê-lo enquanto pode acompanhar o processo e evitar que a mulher tenha de cuidar da negociação após sua morte. — O melhor é tentar encontrar agora um comprador que realmente aprecie o imóvel — disse ao jornal americano, acrescentando que espera evitar que a propriedade seja adquirida apenas para exploração em plataformas de aluguel por temporada.

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