Casa de ferreiro, iPad de pau: bilionários protegem os filhos da realidade tecnológica que ajudaram a criar

 

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Eles ficaram bilionários com um mundo cada vez mais focado em telas, mas, na contramão, têm significativas reservas a esse universo. Os magnatas da tecnologia mantêm (ou mantiveram) os seus filhos longe da nova realidade que ajudaram a criar.

Em casa de ferreiro, iPad de pau! Em 2010, o cofundador da Apple, Steve Jobs, disse a um repórter do "New York Times" que seus filhos nunca haviam usado um iPad e que "limitamos o uso de tecnologia por nossos filhos em casa".

Foi o pontapé inicial de um comportamento que passou cada vez mais a se repetir com bilionários do Vale do Silício (EUA), quando as mídias sociais e os vídeos curtos passaram a dominar o cenário, contou reportagem na revista "Fortune".

Curiosamente, Steve Chen, cofundador do YouTube, disse em palestra na Stanford Graduate School of Business no ano passado que não gostaria que os seus filhos consumissem apenas conteúdo de curta duração, observando que seria melhor limitar o tempo de visualização das crianças a vídeos com mais de 15 minutos.

Steve Chen, cofundador do YouTube, disse que não gostaria que os seus filhos consumissem apenas conteúdo de curta duração

Reprodução/Facebook

O investidor inicial do Facebook e bilionário Peter Thiel afirmou em evento de 2024 que permite que os seus dois filhos pequenos usem telas por apenas uma hora e meia por semana, deixando a plateia boquiaberta.

Bill Gates, da Microsoft, Evan Spiegel, da Snap, e Elon Musk, do X, abraçaram a tendência, apesar de ficarem bilionários com pessoas que agem exatamente da forma contrária. Gates disse que não deu smartphones aos seus filhos até os 14 anos e proibiu completamente o uso de celulares à mesa de jantar. Spiegel declarou em 2018 que limita o tempo de tela do seu filho a 1 hora e meia semanalmente, ecoando Thiel. E, finalmente, Musk já comentou que "pode ​​ter sido um erro" não ter estabelecido regras sobre o uso de mídias sociais para os seus filhos.

Bill Gates revelou não ter dado smartphones aos filhos antes que eles completassem 14 anos

AFP

Para completar, o CEO do TikTok, Shou Zi Chew, afirmou certa vez que os seus próprios filhos eram muito jovens para usar o TikTok.

Um estudo de 2025 com quase 100 mil pessoas descobriu que o consumo de vídeos curtos estava consistentemente associado a uma cognição mais fraca e a um declínio em muitos aspectos da saúde mental, tanto em usuários de mídias sociais mais jovens quanto mais velhos.