Casa Branca nega ameaça iraniana ao estado de Califórnia, nos EUA: 'não existe ameaça do Irã à nossa pátria'
A Casa Branca negou, nesta quinta-feira (12), de que o FBI teria alertado departamentos de polícia da Califórnia sobre uma possível resposta do Irã a ataques americanos com o lançamento de drones contra a Costa Oeste.
Quem divulgou a informação foi o portal de notícias ABC News.
"Essa reportagem precisa ser imediatamente retratada pela ABC News por divulgar informações falsas com a intenção de alarmar o povo americano", escreveu a porta-voz Karoline Leavitt no X. "Eles escreveram essa reportagem com base em um e-mail enviado a autoridades policiais locais na Califórnia sobre um único relato não verificado. O e-mail inclusive afirma que o relato se baseava em informações 'não verificadas'. Mesmo assim, a ABC News omitiu esse fato crucial da reportagem! Por quê?", questionou Leavitt. "Para que fique claro: não existe tal ameaça do Irã à nossa pátria, e nunca existiu."
Trump afirma que deter o Irã é mais importante do que o controle do petróleo: 'ganharemos dinheiro'
Em uma publicação na rede social Truth Social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que se importa mais em impedir o Irã de construir armas nucleares e 'destruir' o Oriente Médio do que com o preço do petróleo.
Trump disse que os EUA são 'de longe o maior produtor de petróleo do mundo, então, quando os preços do petróleo sobem, ganhamos muito dinheiro'.
'Mas, para mim, como presidente, o mais interessante e importante é impedir que um império do mal, o Irã, possua armas nucleares e destrua o Oriente Médio e, de fato, o mundo. Eu jamais permitirei que isso aconteça!', escreveu.
A declaração ocorreu próximo ao primeiro pronunciamento oficial do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, lida pela TV estatal, aborda diversos pontos da guerra com Israel e Irã. Ele ainda não apareceu publicamente.
O filho de Ali Khamenei defendeu que todas as bases americanas na região devem ser fechadas imediatamente, caso contrário, serão atacadas. Além disso, comentou também que o Estreito de Ormuz seguirá fechado para 'pressionar os inimigos'.
Khamenei acrescentou que o Irã 'acredita na amizade com os países vizinhos e ataca apenas as bases', acrescentando que tais ataques 'inevitavelmente continuarão'.
Na mesma declaração, o líder iraniano apelou à unidade nacional, prometendo que o Irã 'não se absterá de vingar o sangue dos seus mártires'.
Segundo ele, aqueles que sofrerem danos serão ressarcidos. Os feridos receberão tratamento gratuita e a 'situação atual deve ser resolvida oferecendo alguma compensação financeira àqueles que sofreram danos'.
Do outro lado, determinou também compensação dos 'inimigos':
'Vamos exigir compensação do inimigo. Se não conseguirmos compensação, destruiremos suas propriedades tanto quanto eles destruíram as nossas'.
