Casa Branca liga tiroteio à polarização política e pressiona Congresso por financiamento da Segurança Interna
A Casa Branca voltou a associar episódios recentes de violência ao clima de polarização nos Estados Unidos. Em coletiva de imprensa, a secretária Karoline Leavitt afirmou que o tiroteio que ocorreu durante o Jantar dos Correspondentes serve como alerta para a necessidade do Congresso aprovar o financiamento do Departamento de Segurança Interna, responsável por supervisionar o Serviço Secreto.
'Esta é uma emergência nacional, e todos os membros do Congresso precisam colocar o país acima dos interesses partidários e garantir o financiamento do Departamento de Segurança Interna', afirmou.
Segundo Leavitt, a liberação de recursos está travada por democratas, que condicionam o avanço a mudanças nas agências de imigração. O impasse ocorre após dois tiroteios envolvendo agentes de instituições no estado de Minnesota.
Durante a coletiva, a porta-voz também abordou o aumento da violência política no país. De acordo com ela, o ataque recente, descrito como a terceira tentativa contra a vida do republicano em três anos, seria reflexo de críticas recorrentes ao longo de mais de uma década.
'Discordamos frequentemente', disse Leavitt à imprensa, 'mas essas divergências devem ser resolvidas com diálogo e 'não com balas'.
Ela acrescentou: 'Ninguém nos últimos anos enfrentou mais balas e mais violência do que o presidente Trump'.
Na avaliação da secretária, 'essa 'violência política decorre de uma demonização sistêmica dele e de seus apoiadores por comentaristas, sim, por membros eleitos do Partido Democrata e até mesmo por alguns na mídia'
Leavitt citou ainda o apresentador Jimmy Kimmel, mencionando uma piada em que ele se referiu à primeira-dama Melania Trump como 'viúva grávida', feita dias antes de um incidente com arma de fogo. Após o episódio, Melania pediu que a emissora ABC adotasse medidas diante do que classificou como 'comportamento atroz'.
Apesar do apelo por moderação no início da coletiva, as declarações da porta-voz tendem a ampliar o embate político. Críticos do governo afirmam que o discurso transfere responsabilidade aos adversários e à imprensa, enquanto democratas também acusam Trump e seus aliados de contribuírem para a escalada de tensões com declarações igualmente incisivas.
