Nem mesmo a revolução imposta pela internet e a avalanche das redes sociais são capazes de demolir uma das características fundamentais do bom jornalismo — ver a notícia de perto, bem de perto, porque a reportagem de qualidade nasce da sola do sapato, onde a poeira da rua encontra a clareza dos fatos.
Ao longo de quase sessenta anos de existência, VEJA sempre fez questão de deslocar seus repórteres para a vizinhança da informação, especialmente em coberturas internacionais. Em fevereiro de 1972, quando trabalhava como correspondente de VEJA em Nova York, J.R.
Guzzo (1943-2025) foi o único brasileiro presente à visita do presidente americano Richard Nixon à China de Mao Tsé-tung, em cinco dias extraordinários. Em 11 de setembro de 1973, Dorrit Harazim estava em Santiago, no Chile, convidada para uma conferência da Cepal, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe.
Hospedada em frente ao Palácio de La Moneda, testemunhou, como quase nenhum outro profissional, os ataques golpistas promovidos por Augusto Pinochet contra o governo de Salvador Allende. Na hora certa – As capas de VEJA sobre a China, em 1972, e o Chile, em 1973: a verdade in loco./Divulgação
Como a história não para, VEJA deslocou para os Estados Unidos, nesta semana, os repórteres Caio Saad e Felipe Carneiro, de modo a fazer a cobertura das decisivas eleições legislativas de meio de mandato — as midterms. Saad, a partir de Miami, e Carneiro, de Los Angeles, assinam a minuciosa reportagem da edição — além de participações no site e nos programas de VEJA+ TV, o aplaudido canal de TV da revista.
A dupla foi acompanhada, no Brasil, pela repórter Amanda Péchy. Observar a votação, que redimensiona o poder de Donald Trump em seu segundo mandato e de algum modo o põe em xeque, é ter olhos para o futuro — dos americanos, sem dúvida, mas também das relações internacionais de um mundo em permanente convulsão, com ecos inclusive na economia brasileira.
Cumpre-se, portanto, uma de nossas missões fundamentais: informar com precisão e equilíbrio. Continua após a publicidade
Publicado em VEJA de 6 de novembro de 2026, edição nº 3020 Publicidade
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