Carros com sistema ADAS vão ficar mais caros de manter?

 

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Os sistemas ADAS (sigla de “Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista”, em português) vêm trazendo impactos financeiros inesperados para motoristas no caso de acidentes. Integrados com recursos como frenagem automática e correção de faixa, os sistemas ajudam na segurança e estão cada vez mais presentes nos veículos, mas há um custo para isso. E não é baixo — é o que indicam projeções do Highway Loss Data Institute (HLDI). 

O que é o sistema ADAS e como ele funciona?  Níveis de direção autônoma: do assistente ao 100% automatizado De acordo com o HLDI, a presença desses sistemas na frota global de carros deve dobrar até 2028; como consequência do aumento, é esperado que reparos e ajustes se tornem mais frequentes. Por isso, o sistema de segurança pode custar caro nas oficinas: mesmo contribuindo para a redução de acidentes, o custo médio dos seguros dos carros com o sistema subiu em cerca de 60% no Reino Unido.  Pode parecer estranho, mas o motivo do aumento está na complexidade dos componentes. Claro que com a popularização da tecnologia, o esperado é que peças como câmeras e sensores fiquem mais em conta, mas a mão de obra e o software de recalibração seguem o caminho inverso —  um simples sensor desalinhado em apenas 1° pode comprometer toda a segurança do sistema, exigindo equipamentos de alta precisão que podem custar até US$ 1 milhão para as oficinas. -Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.- O desafio da recalibração Atualmente, os carros saem de fábrica com uma série de itens de conforto, mas também de segurança; ou seja, não dá para simplesmente escolher não ter o sistema no veículo e menos ainda escapar dos reparos. Hoje, custa em média US$ 500 para recalibrar um sistema ADAS, já que é necessário ajustar o foco das câmeras e calibrar itens como sensores de distância.  O sistema ADAS ajuda na segurança do carro, mas o custo para reparos é alto (Patrick Shaun/Unsplash) Para completar, muitas oficinas independentes ainda não têm as ferramentas necessárias para o trabalho, ou seja, precisam terceirizar o serviço ou enviar o carro a concessionárias — na prática, o trabalho leva mais tempo, e o custo associado aumenta. Assim, é possível que os custos com seguros automotivos, por exemplo, também acabem aumentando.   Leia também: BMW cria sistema “telepático” para carro entender as intenções do motorista Carros da Tesla dirigem da fábrica ao Porto sem motorista; assista Vídeo: Hidrogênio é o combustível do futuro? Entenda essa história   Leia a matéria no Canaltech.