Carregador da tornozeleira eletrônica de Bolsonaro precisou ser trocada, informa PM do Distrito Federal

 

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Em relatório encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, a PM do DF informou que o carregador da tornozeleira eletrônica do ex-presidente Jair Bolsonaro precisou ser trocado na madrugada do último domingo, dia 29 de março. Segundo o relatório da corporação, a ocorrência de troca do carregador durou cerca de meia hora, sendo registrada entre 00h34 e 1h03 da manhã.

A policial penal Rita de Cássia foi responsável pela troca do componente, não há explicação sobre o que levou a troca do carregador da tornozeleira.

Em novembro do ano passado, enquanto cumpria ainda medidas cautelares, o ex-presidente tentou romper a tornozeleira em casa com um ferro de solda, levando à prisão preventiva e dias depois à prisão para cumprir pena na trama golpista. Na ocasião, a mesma policial penal, Rita de Cássia, foi até a casa de Bolsonaro depois do alarme da tornozeleira soar na central de monitoramento.

Caberá agora ao ministro Alexandre de Moraes analisar a informação. Ele pode solicitar mais informações sobre o episódio.

PM também pede ampliação do raio para voos de drone

O ex-presidente Jair Bolsonaro.

Marcelo Camargo/Agência Brasi

Além dessa informação sobre a tornozeleira eletrônica, a PM do DF está pedindo ao ministro Moraes a ampliação do raio de proibição para voos de drone no entorno da casa de Bolsonaro. A atual determinação do ministro proíbe voos de drones num raio de 100 m da residência de Bolsonaro, que fica em um condomínio na região do Jardim Botânico, em Brasília.

Agora, a PM pede a ampliação desse raio de proibição de voo para 1km da casa de Bolsonaro. Segundo a corporação, uma avaliação técnica realizada pelo Batalhão de Aviação Operacional verificou que o raio atualmente estabelecido de 100 metros revela-se insuficiente para garantir a plena eficácia da medida protetiva.

A PM afirma que com a evolução tecnológica das aeronaves remotamente pilotadas permite, atualmente, a captação de imagens e dados com elevada resolução e alcance, inclusive a distâncias significativamente superiores ao limite fixado, o que possibilita, ainda que à distância, a observação detalhada de ambientes privados, comprometendo a finalidade precípua da restrição imposta.

Diante desse cenário, a corporação sugere a ampliação do perímetro de restrição para o raio mínimo de um quilômetro, medida que se mostra mais compatível com a realidade operacional contemporânea e com os níveis de proteção exigidos. Caberá ao ministro Moraes decidir se aceita ou não essa sugestão da PM.