Carolina Ferraz faz desabafo sobre o trauma pelo assassinato do pai e conta com foi o crime: 'Me mudou completamente'

 

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Carolina Ferraz fez um comentário raro sobre um grande trauma que viveu: o assassinato do pai, morto com seis tiros quando ela tinha 14 anos:

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— Sem dúvida, o assassinato do meu pai moldou a minha personalidade. Acredito que nós somos a somatória de tudo que nos acontece ao longo da vida: as coisas boas e as coisas ruins. Se não tivesse experimentado uma situação tão agressiva… Meu pai foi assassinado de forma horrível; mandaram matá-lo — comentou a atriz, em entrevista ao videocast “Papo Íntimo”, com Sandra Chayo.

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A motivação do crime, segundo ela, teria surgido de uma briga financeira entre o pai e um ex-sócio que lhe devia dinheiro:

— Esse sócio declarou falência — que não era uma falência de fato — porque devia um dinheiro para o meu pai. Ele cobrou e, por arrogância masculina, nunca acreditou que algo fosse acontecer, já que ele tinha se tornado uma pessoa importante e influente. Meu pai ganhava bastante dinheiro. Acho que existe muito isso, de homem dizer que “isso nunca vai acontecer”. Lembro que estávamos quase nos mudando para Nova York, porque meu pai, que era formado em direito e economia, ia fazer uma pós em economia, e iríamos todos. Só que ele sofreu um atentado, desistiu e falou: “Vou ficar e resolver”. Seis meses depois, foi assassinado.

Ao comparar sua reação com a dos irmãos, Carolina explicou que o fato de ser a caçula permitiu viver o luto com mais vulnerabilidade:

— Isso me mudou completamente, porque comecei a trabalhar muito cedo. Para meus irmãos, a presença do meu pai era muito forte e onisciente, uma figura paterna muito importante, e eles sentiram muito. Eu, por ser mais nova, pude chorar mais e ficar mal mesmo; consegui extravasar toda a dor que senti. Para os meus irmãos, foi um pouco mais difícil, porque precisaram administrar a vida, ajudar a minha mãe e cuidar dos negócios. Eu não tinha nada disso, só estudar e ficar feliz e, depois, superar tudo. Vivi o luto, passei pelo tempo que eu tinha que atravessar esse luto, vivi de uma maneira muito profunda e entendi que a sua vida é assim hoje; amanhã, às 4 da tarde, tudo pode mudar.

Assista a entrevista na íntegra abaixo:

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