Carolina Dieckmmann expõe fase em que a mãe enfrentou problemas com álcool: "Eu fui essa criança"

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Fonte da notícia: Revista Quem Revista Quem

Carolina Dieckmmann, de 47 anos, falou sobre uma experiência delicada de sua infância ao relembrar o período em que viu a mãe, Maíra Dieckmann, consumir álcool em excesso. Durante o Saia Justa, do GNT, a atriz contou que a vivência familiar acabou atravessando sua interpretação em (Des)controle -- filme em que vive uma escritora que volta a beber após um período longo de sobriedade -- e que, anos depois, o trabalho a ajudou a elaborar sua relação com a mãe. "Eu vi a minha mãe beber durante um período da vida dela. Quando eu fui chamada para fazer, eu falei: 'Eu já vi essa mulher. Eu sei quem é essa mulher'", contou. Carolina lembrou das situações que viveu ainda criança e da sensação de não entender o que estava acontecendo com a mãe. "Eu fui essa criança que entra no banco de trás do carro e não sabe se vai chegar, porque sabe que tem alguma coisa estranha com a sua mãe. Ela está falando de um jeito esquisito", recordou. A atriz explicou que o filme foi feito depois da morte da mãe -- em agosto de 2019 -- e que interpretar essa história a fez olhar para a própria experiência de uma forma diferente. "Eu curei muitas coisas, porque eu entendi ela como mulher, o que ela passou. Porque quando eu era pequena, quando aconteceu, você não entende muito. Você vê a sua mãe com um comportamento estranho, você não sabe por quê. E aí depois você vê ela deitada em uma cama sem conseguir levantar, você não sabe o que é", afirmou. Carolina disse que poder usar as próprias memórias para construir uma personagem que vivia uma realidade semelhante foi um processo de elaboração da dor. "Poder representar a minha mãe, assim, não foi a minha mãe, mas poder usar a experiência que eu tive com ela, o olhar que eu tive para a minha mãe nesse filme, entender ela como mulher, foi muito curativo para mim", contou. Ela afirmou que o lançamento do filme também despertou um sentimento de saudade. "Quando esse filme foi lançado e a minha mãe já não estava mais aqui, eu pensava: 'meu Deus, eu queria tanto que a minha mãe visse. Eu queria tanto que ela estivesse aqui para olhar e falar: 'Caramba, filha, você fez alguma coisa com isso? Você está ajudando pessoas?'’", contou, acrescentando que acredita que a história pode alcançar mulheres que enfrentam a mesma situação. "Eu tenho certeza de que esse filme vai chegar em mulheres que precisam ver", afirmou.

"A gente não sabe muito bem" Carolina também ponderou sobre o que teria levado a mãe a beber e fumar durante aquele período. Questionada por Eliana, a atriz explicou que não é possível afirmar se a mãe enfrentava alcoolismo ou se o comportamento estava relacionado a um quadro de depressão após a separação. "Ela ficou muito mal com a separação do meu pai. A gente acha que o que ela teve foi uma depressão, porque teve um dia em que ela fumava e bebia muito. E ela falou: 'Não vou mais fumar, não vou mais beber'. E ela parou", contou.

Carolina disse que a mãe interrompeu os dois hábitos de repentinamente e sem ajuda profissional. "E aí foi sozinha, os dois. Foi muito impressionante. Um dia ela abandonou aquela pessoa que ela tinha sido", lembrou. A atriz também falou sobre como a experiência influenciou sua relação com os próprios filhos. "Ela foi uma avó maravilhosa e conseguiu me ajudar, porque eu tive essa insegurança de deixar meus filhos com ela. Não sabia se ela ia voltar, não sabia se ela tinha sido alcoólatra, se o problema dela era vício, se era depressão. Você nunca sabe exatamente. Não há um diagnóstico", afirmou

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