Carnaval-SP: Bloco de Pabllo Vittar lota o Ibirapuera

 

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Milhares de foliões se reuniram no Parque do Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo, para acompanhar o bloco da cantora Pabllo Vittar nesta segunda-feira (16). A atração, com forte apelo LGBTQIA+, foi uma das mais concorridas do Carnaval paulistano.

Além dos fãs da artista, o megabloco atraiu foliões interessados em assistir ao vivo, pela primeira vez em um bloco de Carnaval, o grupo de k-pop NMIXX, que lançou uma música em parceria com Pabllo no ano passado.

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As integrantes do grupo sul-coreano arrancaram gritos da multidão ao posar com a drag queen na chegada ao trio elétrico.

As namoradas Milena Camargo, 27 anos, e Anne Rodrigues, 24, moram em Goiânia e encararam 18 horas de ônibus para ver o grupo coreano. A ocasião é especial: elas estão comemorando um ano do relacionamento, que começou justamente num show do NMIXX em fevereiro passado.

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"A gente já tinha combinado que nosso 1º show do ano seria do NMIXX, mas não dava pra imaginar que seria assim, com a Pabllo no Carnaval", contou Milena.

É a primeira vez que elas vêm a São Paulo para o Carnaval, decisão que tomaram há três dias, meio no improviso. "A gente já é fã da Pabllo e quando soubemos do NMIXX decidimos que valia o esforço", disse Anne.

A presença da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) também causou furor entre os foliões e inspirou manifestações políticas, como gritos de "presidenta" à parlamentar. Batendo leques com as cores do arco-íris, os manifestantes também gritaram ofensas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

O leque também se tornou indispensável diante do calor intenso. Quando o cortejo começou a andar, por volta das 13h30, os termômetros marcavam 33 C.

Foliões com leques nas cores do arco-íris em apresentação da cantora Pabllo Vittar no Ibirapuera

Leonardo Zvarick/g1

Para tentar aplacar o calor, alguns poucos jatos d'água estão sendo lançados na multidão. Um caminhão-pipa instalado no percurso também joga água sobre os foliões.

Desmaios

Ainda assim, o vaivém de bombeiros civis atendendo foliões que passaram mal se tornou constante. Foram feitos pelo menos 10 atendimentos ao longo de uma hora de show. Os profissionais relataram dificuldades para atravessar a multidão até o posto médico na avenida Pedro Álvares Cabral. Também houve três casos de crianças perdidas dos responsáveis.

Duas mulheres que trabalham fiscalizando o comércio de bebidas desmaiaram depois de serem prensadas contra tapumes no trajeto do bloco. O trio elétrico passava do lado de um ponto de ônibus que estava cercado pelas estruturas metálicas. Aos foliões, restou um corredor estreito para circulação, com pouco mais de 1 metro.

"Fiquei apertada na aglomeração e sufoquei, não dava pra respirar" relatou a foliã Cindel Carolina enquanto recebia atendimento ao lado do trio elétrico.