Carnaval 2027: Paraíso do Tuiuti levará para a Sapucaí enredo sobre Tia Ciata, matriarca do samba

 

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A Paraíso do Tuitui é a primeira do Grupo Especial do Rio a divulgar o enredo para o Carnaval 2027. No próximo ano, a azul e amarelo de São Cristóvão levará o enredo “Ciata: a mãe preta do samba” para a Marquês de Sapucaí. A escola vai retratar a trajetória de uma das matriarcas do samba. O tema será desenvolvido pelo carnavalesco Renato Lage e escrito pelo professor Luiz Antônio Simas e pelo compositor Cláudio Russo.

A festa de apresentação oficial do enredo e de toda a equipe do Carnaval 2027 acontece no próximo mês.

— Vamos continuar exaltando o povo preto, uma marca que o Tuiuti vem trazendo nos últimos carnavais. A Tia Ciata sempre foi citada em desfiles, mas ainda não teve a sua história contada. E o Renato Lage está muito empolgado em transformar essa linda história em desfile — afirmou o presidente da escola, Renato Thor.

Tia Ciata

Hilária Batista de Almeida, a Tia Ciata ou Aciata, nasceu no Recôncavo baiano (Santo Amaro). Com 16 anos, já participava da fundação da Irmandade da Boa Morte, em Cachoeira, outra cidade do Recôncavo baiano. Filha de Oxum, foi iniciada no santo na casa de Bambochê, da nação Ketu.

Aos 22 anos, trazendo consigo uma filha, mudou-se para o Rio de Janeiro, formando nova família ao se casar com João Baptista da Silva, funcionário público com quem teve 14 filhos. Continuou os preceitos do santo na casa de João Alabá, tornando-se Mãe-Pequena. Ela foi uma das responsáveis pela sedimentação do samba carioca e tornou-se uma espécie de primeira dama das comunidades negras da Pequena África.

Comissão de Frente da Imperatriz

Coletivo Babatunde, grupo ficará responsável pela Comissão de Frente da Imperatriz Leopoldinense em 2027

Divulgação

Na Imperatriz Leopoldinense, o coletivo Babatunde será responsável pela Comissão de Frente. O grupo é formado por Ana Gregório, Fagner Santos, Márcio Dellawegah e Sabrina Sant’Ana. O nome coletivo é de origem ioruba. O termo evoca a ideia de retorno e simboliza a força da ancestralidade que atravessa gerações para se reinscrever no presente por meio do pensamento artístico e das vivências particulares de seus membros.

"A assinatura da comissão por um coletivo de coreógrafos negros nasce como gesto artístico, político e ancestral", justifica a escola, em publicação nas redes socias.

Mestre-sala e Porta-bandeira na Viradouro

Na viradora, Marcella Alves e Phelipe Lemos formam novo casal de mestre-sala e porta-bandeira da Viradouro. A estreia da dupla será no desfile de vitória da agremiação, a ser realizado neste sábado, dia 7, na Avenida Amaral Peixoto, no Centro de Niterói, às 19h30.