Carnaval 2026: após relatos de assaltos, governador garante que policiamento será reforçado na dispersão da Sapucaí
Após diversos relatos de arrastões no entorno da Marquês de Sapucaí, o governador do Rio, Cláudio Castro, garantiu que o policiamento será reforçado na Rua Frei Caneca, área de dispersão do Sambódromo e um dos pontos mais críticos da redondeza. Na sexta-feira, quando as primeiras escolas da Série Ouro cruzaram a Avenida, quatro turistas francesas foram vítimas de assaltos.
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— Ontem, tive relatos de problemas com uma van. Percebemos, então, que vamos ter que aumentar o raio de atuação da Polícia Militar. Mas a que acontece é que polícia vai aumentando a área de atuação e eles (criminosos) vão fazendo assalto depois. Quem quer cometer crime fica esperando a brecha para cometer. E a polícia está trabalhando para que isso não aconteça — afirmou Castro.
O coronel Marcelo Menezes, secretário de Polícia Militar, assegurou que o reforço já começará a ser percebido neste sábado, com “várias viaturas” na dispersão.
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— Hoje, nós temos 600 policiais no entorno da Sapucaí — disse. — A gente entende que esse caso que ocorreu foi um crime de oportunidade pontual. Segurança Pública não é ciência exata. Existem variáveis que a gente acompanha. Estamos conversando com a Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba), analisando imagens, usando drones e, certamente, vamos proporcionar paz e segurança para quem vier à Sapucaí.
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Francesas assaltadas
Quatro turistas francesas, da cidade de Marselha, foram vítimas de um arrastão na saída da dispersão da Unidos do Jacarezinho, primeira escola a desfilar pela Série Ouro, na Sapucaí, na sexta-feira. O grupo foi abordado na Rua Frei Caneca, logo após deixar a área da dispersão.
Segundo relato das jovens, homens as cercaram e as pressionaram contra a parede. Uma delas teve o celular roubado. No momento da ação, não havia policiamento no trecho onde ocorreu o crime.
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As francesas chegaram ao Rio após uma temporada de turismo no Amazonas e estavam acompanhando os desfiles como parte do roteiro da viagem pelo Brasil.
Mais adiante, na esquina da Rua Catumbi com a própria Frei Caneca, havia uma viatura com dois policiais militares. Um dos agentes afirmou que precisaram se deslocar para aquele ponto porque também estavam sendo registrados assaltos na área.
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A saída da Sapucaí, segundo relatos, apresentava ausência de guardas municipais e de policiais militares.
