Cármen Lúcia discursa sobre segurança nas eleições: 'Temos de assegurar que o eleitor escolha sem pressões nem abusos'
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia, defendeu nesta terça-feira o trabalho da Corte na segurança do processo eleitoral deste ano. A declaração ocorreu durante Seminário da Justiça Eleitoral sobre Segurança, Comunicação e Desinformação.
— Cada eleição propicia um desafio novo. E não quero usar esta palavra, desafio, como se fosse isntabilidade. Temos o dever de atuar para garantir a confiança do eleitor nos juízes e juízas eleitorais. O que nós temos como dever é garantir a integridade no processo eleitoral e a confiança da sociedade.
Em seguida, a magistrada afirmou que é preciso assegurar que as eleições propiciem que o eleitor escolha seu representante:
— Qualquer tipo de restrição do direito ao veto precisa ser devidamente cortado. O que nós temos é que assegurar que as eleições sejam um processo em que cada eleitor possa escolher seu representante sem pressões internas e sem abusos de quem quer que seja.
A presidente do TSE ainda ressaltou o papel dos mesários, das forças policiais e todos os integrantes que atuam no processo eleitoral.
A fala de Cármen Lúcia ocorreu na abertura do Seminário da Justiça Eleitoral sobre Segurança, Comunicação e Desinformação, realizado pelo TSE em Brasília, com foco na preparação das instituições para as eleições gerais de 2026. O encontro reúne técnicos da Justiça Eleitoral e representantes de órgãos de investigação e controle para discutir riscos ao processo eleitoral, proteção das estruturas da Corte e estratégias de enfrentamento à desinformação.
O evento faz parte de uma agenda mais ampla do tribunal para reforçar, com antecedência, os mecanismos de proteção ao sistema eleitoral num ambiente ainda marcado pela circulação de conteúdos enganosos sobre as urnas e sobre a atuação da Justiça Eleitoral. A discussão envolve desde segurança institucional até comunicação pública e articulação com outras instituições.
O seminário também se conecta ao Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação, criado pelo TSE em 2021, que reúne parcerias com entidades públicas e privadas, agências de checagem, universidades, partidos e plataformas digitais. A iniciativa foi estruturada para reduzir os impactos de campanhas de desinformação sobre o processo eleitoral, sem caráter punitivo, e é apresentada pela Corte como uma das frentes para preservar a legitimidade das eleições.
