Carlos Viana pede que STF identifique usuário de celular da Corte e defende afastamento de Moraes

 

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O presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana, afirmou que vai oficiar ainda hoje o Supremo Tribunal Federal para identificar quem utilizava um celular funcional da Corte quando Daniel Vorcaro enviou uma mensagem, em novembro do ano passado, questionando sobre o bloqueio da operação na qual era alvo. Foi nesta ocasião em que foi preso pela primeira vez.

O número, salvo no celular de Vorcaro como 'Alexandre', levantou a suspeita de possível referência ao ministro Alexandre de Moraes. No entanto, em entrevista ao programa Roda Viva na noite desta segunda (16), Viana afirmou que se trata de um número funcional do Supremo e defendeu que a Corte esclareça quem fazia uso da linha naquele momento.

O senador também defendeu o afastamento de Alexandre de Moraes até a conclusão das investigações sobre as fraudes envolvendo o Banco Master. Segundo ele, em 'qualquer país sério', o ministro deveria ser afastado até que se apure eventual responsabilidade no caso.

A mensagem foi enviada no mesmo dia em que Vorcaro foi preso pela primeira vez, no âmbito da Operação Compliance Zero. No conteúdo, o banqueiro pergunta se o bloqueio havia sido realizado e recebe uma resposta em modo de visualização única.

Ainda nesta terça-feira (17), Viana afirmou esperar a devolução do material apreendido com Vorcaro, após decisão do ministro André Mendonça. O magistrado determinou que a Polícia Federal recolha o conteúdo armazenado na chamada 'sala-cofre', retire itens de caráter íntimo e devolva apenas o que for de interesse da investigação.

A decisão foi tomada após parlamentares relatarem a existência de vídeos íntimos e fotos de Vorcaro com políticos, especialmente do Centrão, em momentos informais. Parte desse material sigiloso chegou a vazar, e a Polícia Legislativa apura, em conjunto com a Polícia Federal, a possível entrada irregular de equipamentos de gravação no local onde os dados estavam armazenados.

A CPMI também tem intensificado a apuração de irregularidades no Banco Master, sobretudo em contratos de crédito consignado em nome de aposentados e pensionistas do INSS. Diante da dificuldade de prorrogar os trabalhos do colegiado, parlamentares ingressaram com mandado de segurança no Supremo. O relator do pedido é o ministro André Mendonça, que já conduz outras decisões relacionadas ao caso.