Carlos divulga carta a Jair Bolsonaro: 'Sua história não termina aqui'

 

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Em mais uma tentativa de contestar a prisão de seu pai, Jair Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro divulgou uma carta que disse ter entregue a ele na prisão. O ex-presidente Jair Bolsonaro está preso na Superintendência da Polícia Federal, condenado a 27 anos de pena, por ter tentado dar um golpe de Estado no Brasil.

Em publicação no X nesta terça-feira (13), o vereador afirmou que estava tornando pública uma carta que entregou ao pai ontem, durante uma visita à cela do ex-presidente. "Sei que isso o fortalece e a todos nós e porque estarei sempre ao seu lado, independentemente de qualquer breve distanciamento neste martírio imposto por um grupo de perseguidores."

Carta divulgada por Carlos Bolsonaro escrita para Jair Bolsonaro.

Reprodução

No texto, Carlos diz que o julgamento feito pelo Supremo Tribunal Federal após denúncia da Procuradoria-Geral da República que levou à Justiça as conclusões da investigação da Polícia Federal "é perseguição, é tortura, é imoralidade". "É a tentativa metódica de te esgotar por dentro, de te afastar de quem você ama, de te fazer acreditar que está sozinho", continua, "mas você não está. Nunca esteve."

"Levante-se todos os dias com a certeza de que sua história não termina aqui. Que seus filhos precisam de você vivo, forte e de cabeça erguida. Que ainda há muito o que atravessar - e nós atravessaremos juntos", diz o texto.

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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou, nesta segunda-feira, um novo recurso no Supremo Tribunal Federal pedindo a anulação da condenação de 27 anos e 3 meses de prisão na ação penal sobre a trama golpista. Os advogados pedem que os embargos infringentes sejam aceitos, prevalecendo o voto do ministro Luiz Fux, que havia absolvido Bolsonaro, e requerem que o caso seja levado ao plenário da Corte, com a participação dos 10 ministros.

Fux deixou a Primeira Turma e não participa da análise dos recursos. Os advogados defendem que o voto divergente autorizaria esse tipo de recurso e argumentam que os discursos críticos de Bolsonaro contra outros poderes não configuram crime, mas liberdade de expressão, utilizando fundamentos do voto de Fux.

Também afirmam que as condutas imputadas não caracterizam atos de execução contra o Estado Democrático de Direito. A defesa ainda alega erro judicial ao apontar que o STF teria declarado o trânsito em julgado antes do fim do prazo para novas alegações. Moraes decretou o trânsito em julgado em 25 de novembro, data em que oficializou a condenação definitiva de Bolsonaro. O novo recurso é assinado por seis advogados e retoma pedidos já rejeitados anteriormente pela Primeira Turma do STF.