Carlos Bolsonaro critica transferência de pai para Papudinha
O ex-vereador Carlos Bolsonaro afirmou que a transferência do ex-presidente para a Papuda demonstra um ambiente prisional severo e se soma, segundo ele, a “aberrações jurídicas” diante do estado clínico delicado de Jair Bolsonaro. Para Carlos, a medida deixa de ser apenas o cumprimento de uma decisão judicial e passa a representar um marco simbólico de confronto institucional, cujo impacto ultrapassa a figura do ex-presidente e atinge o próprio conceito de justiça, proporcionalidade e Estado Democrático de Direito.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ainda não se manifestou, assim como os outros filhos do ex-presidente.
Nas redes sociais, lideranças tanto da base governista quanto da oposição já se posicionaram sobre o tema. O deputado Nicolas Ferreira publicou há pouco no X que, à primeira vista, a transferência parece benéfica para o ex-presidente, mas afirmou que iria checar com a família se a mudança, de fato, faria bem a Bolsonaro.
Já o líder do PT, Lindbergh Farias, declarou que as condições na Papuda são ainda mais favoráveis, com espaço maior, banho de sol livre, possibilidade de fisioterapia com esteira, além de televisão e geladeira. Segundo ele, os pleitos da defesa foram deferidos, mas a pena será cumprida em estabelecimento prisional, e não em prisão domiciliar. Lindbergh afirmou ainda que a lei está sendo cumprida com legalidade, proporcionalidade e autoridade do Estado Democrático de Direito, destacando que Bolsonaro cumpre pena no local previsto em lei para casos de organizações criminosas.
Outro interlocutor avaliou que o ministro Alexandre de Moraes acertou na decisão, afirmando que, pela lei de organizações criminosas, quem é chefe de organização criminosa armada deve cumprir pena em presídio de segurança máxima. Segundo essa avaliação, Bolsonaro foi condenado por chefiar uma organização criminosa armada, que teria inclusive articulado o plano denominado Operação Punhal Verde e Amarelo, com intenção de assassinar o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o próprio ministro Alexandre de Moraes.
O ministro Alexandre Moraes acerta, porque na lei de organizações criminosas, quem é chefe de organização criminosa armada tem que estar em presídio de segurança máxima. Bolsonaro foi condenado por isso, por chefiar uma organização criminosa armada, que tentou inclusive um plano, Operação Punhal Verde e Amarelo, de assassinato do Lula, do Alckmin e do Alexandre Moraes.
A visita semanal permanente da esposa e dos filhos do ex-presidente foi ampliada. As visitas passarão a ocorrer sempre às quartas e quintas-feiras, em três horários: das 8h às 10h, das 11h às 13h e das 14h às 16h.
