Carlo Ancelotti vê peso excessivo sobre Vinícius Júnior e promete aliviar pressão na seleção: ‘Não precisamos de um único craque’

 

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O técnico da Seleção Brasileira de Futebol, Carlo Ancelotti, afirmou que uma das principais missões de sua comissão técnica antes da Copa do Mundo de 2026 será aliviar a pressão sobre Vinícius Júnior. Em entrevista ao jornal The Guardian publicada nesta quarta-feira, o treinador destacou o peso carregado pelo atacante do Real Madrid na Seleção e afirmou que o excesso de responsabilidade pode atrapalhar seu desempenho.

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— A responsabilidade que ele carrega pelo Brasil é enorme, especialmente nos últimos tempos. Essa responsabilidade pode ser um fardo para ele — declarou Ancelotti.

O italiano explicou que pretende criar um ambiente mais leve para que Vinícius consiga reproduzir na Seleção o mesmo futebol apresentado no Real Madrid, onde viveu sua melhor fase sob comando do treinador.

— Nosso trabalho na seleção é aliviar um pouco esse peso para que ele possa jogar com alegria, energia e todas as qualidades que possui — afirmou.

A tentativa de destravar Vinícius se tornou uma prioridade para Ancelotti. Apesar do protagonismo no futebol europeu, o atacante ainda não conseguiu repetir o mesmo impacto com a camisa da Seleção Brasileira. Aos 25 anos, soma apenas oito gols em 47 partidas pelo Brasil.

Mesmo assim, o técnico italiano não esconde a confiança no jogador.

— Vejo o Vinícius como o via no Real Madrid: um jogador espetacular e uma pessoa espetacular que pode decidir uma partida sozinho. Ele será muito importante para o Brasil na Copa do Mundo — disse.

Ancelotti, porém, rejeitou a ideia de construir uma equipe excessivamente dependente de um único astro, cenário frequentemente associado ao ciclo de Neymar na Seleção nos últimos anos.

— Ser o número 1? O craque? Não precisamos disso. Não podemos focar tudo em apenas um jogador. Precisamos pensar como um time. Essa é a única maneira de ganhar a Copa do Mundo — afirmou.

A fala acontece em meio a um cenário de dúvidas físicas e pressão crescente sobre o elenco brasileiro. A Seleção já perdeu Éder Militão e Rodrygo por lesão, enquanto Estêvão ainda é tratado como dúvida para o Mundial.

Ancelotti admitiu preocupação com o número de problemas físicos às vésperas da Copa e chegou a mencionar sua fé ao falar sobre o assunto.

— Sou católico e a religião me ensinou coisas boas, como respeitar os outros e me comportar na vida. E sim, eu rezo para que as lesões parem — disse o treinador, entre risos.