Caravanas de latinos 'invadem' Copacabana para show de Shakira: 'O câmbio está ótimo para nós'

 

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O "portunhol" virou um dos idiomas oficiais em Copacabana. Ambulantes já abordam clientes com "hola, que tal", não importa a origem da freguesia -- e a palavra "gracias" é termo constantemente solto no ar. Caravanas de latino-americanos "invadiram" a cidade, nesta sexta-feira (1°), à espera do show de Shakira. Argentinos são maioria absoluta. O motivo? O câmbio favorável aos "hermanos", como eles contam.

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-- O valor da moeda está bom para a gente no Brasil. Dá para tomarmos muita caipirinha -- brinca o profissional de marketing Sebastián Perez, de 33 anos, que veio para a capital fluminense, diretamente de Buenos Aires, com o colega Alejandro Torres, de 31.

O casal chileno Cristoban Gonçales e Manoel Moreno

Letícia Guimarães

Parte do público latino, aliás, fala com familiaridade do evento Todo Mundo no Rio, que já trouxe Madonna e Lady Gaga para terras cariocas, em 2024 e 2025, respectivamente. O casal chileno Cristoban Gonçales, de 29 anos, e Manoel Moreno, de 32, estão pela segunda vez consecutiva na festa. Eles acreditam que, desta vez, o Rio está mais cheio de Latinos.

— A Shakira tem um apelo mais popular que nos unifica. Encontrei muitos venezuelanos e argentinos — conta Gonçales.

— Ano passado tinham muitos jovens. Agora chegou a vez dos nascidos nos anos 90 brilharem — acrescenta Manoel.

Shakira no Copacabana Palace

Fabiano Rocha

Argentinos por toda Copacabana

Mateo, de 18 anos, e Cécilia, de 33 anos, vieram diretamente de Corrientes, na Argentina, para garantir um lugar na grade. A dupla está preparada para virar a noite, garantir uma vista privilegiada da Loba e, ainda, assistir ao ensaio.

— Trouxemos água, comida, canga. Viemos preparados porque queremos ficar perto.

Catalina Flores, de 23 anos, também veio conferir a passagem de som. Essa não é apenas a primeira vez da estudante de medicina assistindo à diva colombiana, mas também a sua primeira visita ao Rio. Para ela, o clima caloroso dos cariocas é inigualável, algo que difere de Buenos Aires, sua cidade natal.

O também argentino Matias Linero, de 33 anos, concorda com Flores. Ele conta que assistiu a uma apresentação da cantora há alguns anos, mas que a expectativa para o show nas areias de Copa está elevada.

— As pessoas aqui estão muito mais alegres, mais calorosas. Todos também são muito bonitos e dão muitos abraços. Amo o Rio e mal posso esperar.