Capivara agredida na Ilha do Governador volta à natureza
A capivara brutalmente agredida na Ilha do Governador, em 21 de março deste ano, voltou à natureza. A equipe da Patrulha Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima (SMAC) soltou o animal, nesta quarta-feira à tarde, numa reserva ambiental na Zona Oeste da cidade.
A escolha do local considerou, entre outros fatores, o fato de a área ter menor risco de atropelamento e acesso restrito de pessoas, reduzindo a chance de a capivara sofrer estresse por excesso de visitação, além de ser ambientalmente protegida.
A secretária municipal de Meio Ambiente e Clima, Livia Galdino, destacou que os agressores são minoria na população da cidade:
— A capivara é o maior roedor do mundo e costuma ter comportamento pacífico com outros animais e até mesmo com os humanos, quando vive em áreas urbanas. A população do Rio de Janeiro, de modo geral, gosta, tem empatia e se preocupa bastante com os animais silvestres e domésticos; o que houve com esta capivara foi uma exceção. O trabalho da Patrulha Ambiental é de suma importância e a Secretaria de Meio Ambiente está sempre à disposição para realizar a proteção de espécies da fauna e flora da cidade.
A agressão contra o animal, um macho adulto de cerca de 64kg, foi registrada por câmeras de segurança. O roedor foi encontrado com vida em um terreno baldio, sendo resgatado pela Patrulha Ambiental. A capivara recebeu os primeiros socorros ainda no local e foi encaminhada à Clínica de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) da Universidade Estácio, em Vargem Pequena.
O estado do animal era grave, com risco de morte, precisando ser sedada para a realização dos procedimentos iniciais por reagir às tentativas de tratamento. A capivara sofreu traumatismo craniano, além de outras feridas na cabeça e nas costas.
