Capitão Guimarães classifica como 'retrocesso' 15 escolas na Liesa no carnaval de 2027
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o atual patrono da Vila Isabel e ex-presidente da Liesa, Capitão Guimarães classificou como 'retrocesso' a possível alteração de 12 para 15 escolas de samba no Grupo Especial no carnaval de 2027. A fala faz referência ao anúncio, do novo prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, durante sua cerimônia de posse, no fim de março.
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— Hoje uma escola demora duas horas para desfilar. A última escola entra em torno de 4h15 da manhã, a 4h30, quando deveria entrar 2h30. É um caso a ser estudado. Colocar uma quinta escola, seria ainda desfilar de 6h30 da manhã às 8h30. Seria um retrocesso, na minha modesta opinião. Não sou o dono da verdade, estou externando aqui meu posicionamento. Acho que carnaval é qualidade — afirmou Guimarães.
Ele defende ainda que o carnaval precisa ser dinâmico, e que o aumento ou não deve ser debatido no momento de elaboração do regulamento de 2027.
— A Liga foi fundada justamente para preservar a qualidade do desfile e as grandes escolas. Então, aumentar o carnaval tem que ser qualitativo. Quando se abordar o regulamento para o ano de 2027, se convém ou não permanecer como está, porque o carnaval tem que ser dinâmico — afirma Capitão, que enfatizou a independência da Liesa em relação à prefeitura: — A Liga é independente. O dono do carnaval é o prefeito, mas a Liga não pertence à prefeitura. Tanto é que nós temos quatro escolas de fora do Rio. Na Avenida, os camarotes oferecem shows, então, a pessoa não sente, mas o cara que está em casa vendo na televisão, se tem 100 mil pessoas na avenida, em casa tem 10 milhões assistindo. Essa dinâmica tem que ser olhada — destacou.
Segundo Cavaliere, a proposta "ainda é uma ideia que passa por aumentar subvenção e o número de barracões".
Por meio das redes sociais, o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Gabriel David, respondeu ao anúncio pelas redes sociais e deixou claro que a decisão não cabe nem a ele nem ao prefeito. "Quem altera o regulamento do carnaval são as próprias escolas", disse, explicando que a mudança precisa passar por uma plenária, convocação que ainda não ocorreu.
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