Capgemini lança Zak, agente de IA financeiro criado para substituir aplicativos tradicionais - QTU Questões do Universo

Capgemini lança Zak, agente de IA financeiro criado para substituir aplicativos tradicionais

Fonte: Bandeira da fonte

Interface do Zak, agente de IA da Capgemini
Divulgação
Durante o Febraban Tech 2026, que terá hoje seu dia final no Distrito Anhembi, em São Paulo, a Capgemini apresentou o Zak, definido pela empresa como "o primeiro AI App do setor financeiro capaz de se autoconstruir em tempo real".
A proposta é abandonar a lógica dos aplicativos bancários tradicionais e criar uma interface única que se transforma de acordo com as necessidades do usuário.
Segundo a Capgemini, o Zak funciona como um AI Companion ou um concierge: uma interface conversacional que usa inteligência de dados para recomendar ações financeiras com base nas intenções do usuário.
O visual do agente, que conta com um rosto animado semelhante ao de um robô, muda a cada interação, refletindo as escolhas e prioridades de quem o utiliza.
“O meu sonho é acabar com os aplicativos", diz Silvio Dantas, diretor de Inovação e Transformação Digital da Capgemini para a América Latina.
"Hoje, muitas pessoas têm dezenas de apps no celular, mas usam apenas uma parte deles.
E muitos se tornam inúteis ao longo do tempo.” Como resposta a esse movimento, a empresa criou o conceito de Generative UI, algo como "interface do usuário generativa".

Silvio Dantas, da Capgemini
ALESSANDRO COUTO/DIVULGAÇÃO
O funcionamento do agente parte da escolha de skills — módulos de conhecimento que podem incluir seguros, bolsa de valores, investimentos, crédito, mercado imobiliário, open finance ou open insurance, entre outros.
Em vez de acessar diferentes aplicativos, o usuário seleciona quais habilidades o Zak deve ativar para responder a cada pergunta.
Dantas descreve um cenário imobiliário para ilustrar o potencial da ferramenta.
“Escolho mercado imobiliário, investimentos, open finance e open insurance para perguntar: ‘Quero comprar um apartamento de R$ 2 milhões na zona Oeste de São Paulo.
Devo pagar à vista ou parcelar?’”
A partir daí, o Zak analisa saldo em conta, carteira de investimentos, condições do mercado imobiliário e projeções de rendimento.
Ele devolve uma resposta completa, com tabelas, gráficos e uma lista de imóveis compatíveis.
“No final, me manda parcelar o imóvel, pagar a entrada e aplicar o resto, porque o rendimento será suficiente para pagar as parcelas seguintes”, afirma o executivo.
O agente também sugere otimizações da renda, como consolidar seguros para reduzir gastos mensais.
E organiza os passos seguintes em ordem cronológica.
Ele cita outro exemplo, dessa vez ligado a viagens.
“Vamos dizer que eu quero fazer uma viagem para a Bahia gastando US$ 10 mil.
Ele sugere roteiros, estadias, voos, e faz toda a programação, comparando preços e serviços.
Depois efetua a compra.” Nesse caso, o usuário pode sugerir sites de compras de passagens e reservas de hotéis, por exemplo, para que ele finalize as tarefas.
O agente deve evoluir ao longo do tempo.
Quanto maior for a abrangência de dados, o número de skills e o número de permissões, mais inteligente ele vai ser.
Ainda assim, o controle vai permanecer com o usuário.
“Quanto à segurança, é você quem determina o que ele vai poder fazer ou não.
O usuário decide quando quer que ele seja um agente de recomendações ou quando quer que ele execute.”
Para Dantas, o Zak representa uma mudança estrutural na forma como as pessoas interagem com tecnologia.
“O meu conceito é matar o app.” Ele acredita que, em um ou dois anos, a ideia de aplicativo passará por uma transformação completa, impulsionada por agentes inteligentes e interfaces conversacionais.
“Queremos fazer parte desse futuro.”