Capacete de Ayrton Senna em vitória histórica no Brasil vira item de colecionador; relembre corrida só com a sexta marcha

 

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Em 1991, Ayrton Senna conquistou a inédita e heroica vitória do GP do Brasil, em Interlagos, com problemas no carro — perda de quase todas as marchas no final da prova —, que fizeram daquela uma das principais corridas de sua carreira. Agora, 35 anos depois, o episódio que marcou o esporte brasileiro ganha uma homenagem especial.

A Sid Special Paint, estúdio fundado por Sid Mosca e Alan Mosca, responsável por criar capacetes icônicos da Fórmula 1, anuncia em parceria oficial com a marca Senna o lançamento da Miniatura Oficial GP Brasil 1991 (Escala 1:2). A peça exclusiva resgata em detalhes o capacete utilizado por Senna naquela vitória em Interlagos. A memória, então, se transforma em objeto de desejo para colecionadores.

— Este lançamento é muito especial para nós, pois resgata não apenas um momento histórico da carreira de Ayrton Senna, mas também a essência do trabalho do meu avô, Sid Mosca. Cada detalhe da miniatura foi pensado para transmitir a autenticidade e a emoção daquela vitória inesquecível em Interlagos. É uma forma de manter viva a tradição da Sid Special Paint e compartilhar com os fãs a paixão que sempre guiou nosso estúdio — celebra Stella Mosca, sócia-diretora da SID Special Paint.

A réplica é produzida de forma 100% artesanal. A pintura é feita com aerógrafo e finalizada à mão, respeitando as curvas e nuances do design. Entre os principais detalhes estão o casco Rheos, o forro interno verde e o patrocínio BOSS invertido no lado direito.

Ayrton Senna e seu icônico capacete

Reprodução: Internet

Informações técnicas da miniatura

Apresentação: redoma de acrílico expositora de alto padrão

Dimensões: 18,5cm (L) x 15,5cm (C) x 15cm (A)

Peso aproximado: 2kg

Uso: produto destinado exclusivamente a fins decorativos

Valor: R$ 5.900

De volta para 1991

Ayrton Senna com a bandeira nacional no pódio do GP do Brasil em 1991

Fernando Pereira/Agência O GLOBO

Em março de 1991, Ayrton Senna, da McLaren, buscava sua primeira vitória no Grand Prix do Brasil, diante de mais de 70 mil torcedores no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Pole Position, o brasileiro largou bem e liderou grande parte da prova com boa vantagem sobre Ricardo Patrese e Nigel Mansell, ambos da Williiams. O segundo apresentou problemas de câmbio e deixou a corrida na volta 59 — eram 71 no total.

Restando 10 voltas para o fim, a diferença para Patrese, segundo colocado, era de 36 segundos. Nas voltas seguintes, Senna começou a ter problemas para engatar as marchas e percebeu que a caixa de câmbio da McLaren estava quebrada. Ele começou perdendo a quarta marcha e, nas sete voltas finais, ficou apenas com a sexta para terminar a corrida.

A diferença para o italiano diminuía, até que a chuva apareceu restando três voltas do final. Patrese tentava alcançar o brasileiro, que pedia o fim da prova por conta da forte chuva.

Com um enorme esforço físico para conter as falhas do carro, Senna sustentou a liderança e venceu pela primeira vez no Brasil. Exausto, o brasileiro sentia os músculos travados e precisou de ajuda do carro médico na pista. Até para erguer o troféu foi difícil, mas o piloto superou o desconforto e comemorou em casa.