Em outubro de 2025, na Flórida, nos Estados Unidos, a morte de uma cadela de 10 anos durante uma sessão de tosa provocou uma campanha por regras mais rígidas para serviços de banho e cuidados de animais no estado.
Rilee, da raça Great Pyrenees, havia sido deixada pelo tutor, Neil Rubenstein, no Fluffy Puppies of Pinellas.
Menos de uma hora depois, ele recebeu a notícia de que o animal havia morrido.
— Rilee estava deitada de lado na mesa de tosa com a língua para fora e já havia falecido.
Então, obviamente, eu entrei em pânico — disse Rubenstein à Fox 13.
Segundo o tutor, imagens das câmeras de segurança não mostraram tentativas de reanimação ou prestação de primeiros socorros.
Após analisar as gravações, um veterinário consultado por Rubenstein levantou a hipótese de que a corda presa ao pescoço da cadela estivesse apertada demais.
Como não foi realizada necropsia, porém, a causa da morte não foi determinada de forma independente.
Caso reacende debate sobre fiscalização
O Fluffy Puppies of Pinellas foi citado pelo Serviço de Controle Animal de Pinellas por negligência e por não oferecer cuidados humanitários aos animais.
A empresa não contestou as acusações e recebeu uma multa de US$ 148.
Para Elizabeth Olson, fundadora da Força-Tarefa de Justiça Animal, o caso expõe uma lacuna na legislação estadual.
Segundo ela, a Flórida não possui regras de licenciamento em âmbito estadual para tosadores nem exige treinamento de emergência para esses profissionais.
Olson defende a chamada “Lei de Rilee”, proposta que prevê treinamento básico de emergência para tosadores, ainda em fase inicial.
A ideia também recebe apoio de profissionais do setor.
— Acho que deveria haver treinamento em RCP (ressuscitação cardiopulmonar).
Deveria haver um protocolo de emergência que todos os funcionários deveriam conhecer e estar preparados para acionar — afirmou Jennifer Harmon, proprietária da Pet Styles By Jennifer, ao veículo.
Rubenstein também passou a defender maior fiscalização do setor.
— Acho que precisa haver algum tipo de órgão governamental que os regule e os supervisione — disse.
Ainda abalado pela perda, o tutor afirma que a lembrança de Rilee permanece em sua casa e espera que a morte da cadela contribua para evitar que outros animais passem por situação semelhante.
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