Cantora americana Patti Smith, a 'madrinha do punk', vence Prêmio Princesa das Astúrias de Artes de 2026 na Espanha
A cantora americana Patti Smith foi premiada nesta quarta-feira, na Espanha, com o Prêmio Princesa das Astúrias de Artes de 2026, uma das principais distinções culturais do mundo ibero-americano.
Também escritora, Smith, de 79 anos, foi reconhecida por encarnar “o espírito da contracultura com grande força expressiva”.
Segundo o júri do prêmio concedido pela Fundação Princesa das Astúrias, vinculada à herdeira da Coroa espanhola, a artista “plasmou a rebeldia do indivíduo na sociedade em canções pulsantes, algumas das quais já são ícones da música popular do nosso tempo”.
Quem é Patti Smith?
Considerada uma das vozes mais influentes da música americana, Patti Smith se consolidou como figura central da contracultura ao unir poesia, rock e ativismo em uma trajetória marcada por discos emblemáticos como Horses, de 1975, obra frequentemente apontada como precursora do punk rock.
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Além da carreira musical, Smith construiu uma obra literária celebrada. Autora de Só garotos, livro premiado em que revisita sua relação com o fotógrafo Robert Mapplethorpe e a efervescência artística de Nova York nos anos 1970, ela lançou recentemente no Brasil Pão dos anjos, autobiografia em que mergulha em memórias da infância na Pensilvânia e em Nova Jersey, além de episódios íntimos de sua vida adulta.
Na obra, aborda perdas familiares, reencontros marcantes e reflexões sobre o tempo, a criação artística e a condição humana.
Às vésperas dos 80 anos, Patti segue em atividade e acaba de concluir a turnê internacional que celebrou os 50 anos de Horses, reafirmando a força de uma artista cuja influência atravessa gerações — agora reconhecida também com um dos maiores prêmios culturais da Espanha.
