Candidata à presidência da Colômbia denuncia plano de dissidentes das Farc para matá-la

 

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A candidata presidencial de direita Paloma Valencia afirmou nesta segunda-feira que o governo da Colômbia a informou sobre um plano para assassiná-la, supostamente orquestrado por guerrilheiros dissidentes das Farc, responsáveis pelos ataques mortais contra civis no fim de semana. A quase um mês das eleições de 31 de maio, a violência se intensificou no país após a pior ofensiva rebelde nas últimas três décadas. Uma bomba e outros ataques no sudoeste da Colômbia deixaram 21 mortos entre sexta-feira e domingo.

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"Fui informada pelo ministro da Defesa, pelo ministro do Interior e pelo diretor da polícia nacional de que um grupo narcoterrorista colocou novamente preço pela minha cabeça", declarou Paloma, terceira colocada nas pesquisas.

A herdeira política do popular ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2010) afirmou que um integrante dissidente do Estado-Maior Central (EMC) das Farc recebeu o equivalente a cerca de R$ 561 mil (R$ 2,8 milhões) para assassiná-la.

A denúncia de Valencia se soma às dos outros dois favoritos nas pesquisas, que também tornaram públicas ameaças de morte. A candidata é uma crítica ferrenha do primeiro governo de esquerda no poder na Colômbia, liderado pelo presidente Gustavo Petro, por considerá-lo negligente em relação aos grupos armados.

A oposição afirma que as negociações de paz fracassadas do governo com a maioria das organizações acabaram dando espaço para que esses grupos se fortalecessem.

"A Colômbia não pode continuar com um governo que se tornou cúmplice do narcoterrorismo e que implementou essa 'paz total' que tem sido excelente para os criminosos e muito custosa para os colombianos", afirmou Valencia.