Estado soma mais de 2,1 mil óbitos pela doença e 694 por tumor do colo do útero em quase dois anos; Inca estima mais de 5,4 mil novos diagnósticos em 2026 As ações de conscientização do Outubro Rosa ampliam a circulação de informações sobre o câncer de mama em todo o país.
O debate abrange também o câncer do colo do útero, tumor que atinge a população feminina e demanda diagnóstico rápido e tratamento adequado. Segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer), são estimados 4.300 novos casos de câncer de mama e 1.120 casos de câncer do colo do útero em Santa Catarina durante o ano de 2026.
O ginecologista e membro da Organização Nacional de Acreditação, Gustavo Barison, reforça a necessidade de exames preventivos: “É importante que a informação esteja acompanhada de acesso ao cuidado, desde a prevenção e o acompanhamento de rotina até a investigação de qualquer alteração.
Identificar sinais e buscar avaliação profissional são atitudes que podem fazer diferença na condução de cada caso”. No estado, o câncer de mama causou 1.318 mortes em 2025 e o de colo do útero provocou 428, de acordo com o Painel de Monitoramento da Mortalidade CID-10.
Em 2026, os registros oficiais apontam 866 mortes por câncer de mama e 266 pelo tumor do colo do útero. O panorama nacional reforça a importância das medidas de prevenção.
Os dados do Inca apontam 78.610 novos casos de câncer de mama e 19.310 de câncer do colo do útero no Brasil em 2026, somando 97.920 ocorrências estimadas no período. Desde 2025, o país contabilizou 35.470 mortes provocadas por câncer de mama e 12.022 óbitos causados pelo câncer do colo do útero.
Os sintomas dessas doenças podem não aparecer nos estágios iniciais, o que torna essencial o rastreamento periódico, mesmo sem queixas clínicas. O exame básico para a identificação do câncer de mama é a mamografia.
Para a prevenção do câncer do colo do útero, a rotina diagnóstica engloba o teste de DNA-HPV e a realização periódica do exame citopatológico (Papanicolau), conforme as diretrizes médicas. Algumas manifestações exigem consulta com especialista, a exemplo de nódulos na mama ou na axila, mudanças na pele ou no mamilo, sangramentos genitais fora do ciclo e dores contínuas na região da bacia.
“É importante que as mulheres realizem os exames recomendados para sua faixa etária e seu histórico de saúde, garantindo uma jornada de cuidado organizada, desde a prevenção até o diagnóstico e o tratamento”, conclui Barison. Matheus Bastos é estudante de Jornalismo na UFSC e, no ND Mais, escreve sobre assuntos de interesse público da vida do catarinense.
Entre assuntos mais abordados estão o meio ambiente, segurança pública e a infraestrutura de Santa Catarina, com foco especial em Florianópolis e região. Foi premiado na Expojor UFSC, em trabalhos de áudio e jornalismo digital, e recebeu o Prêmio ACMP de Jornalismo, em 2025, com a reportagem “Corrupção de milhões: como a Operação Mensageiro mudou contratos públicos e a política de SC”.
Também atua na cobertura de destaques da política de Santa Catarina e integra a cobertura das Eleições 2026 no portal ND Mais. Leia mais ▾
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