Canadense morre após cirurgia plástica em clínica na Turquia; causa ainda é investigada

 

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Uma mulher canadense de 35 anos morreu após se submeter a uma cirurgia plástica em uma clínica privada na Turquia. Jessika Chagnon Gailloux, moradora de Saint-Lin-Laurentides, havia viajado ao país em 2 de março para realizar uma abdominoplastia e um lifting de mamas em Antalya, cidade turística na costa mediterrânea turca.

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A paciente estava acompanhada por um representante da agência de turismo médico Bestie. Segundo Stéphanie Jobin, ligada à empresa, uma autópsia preliminar foi realizada, mas não apontou a causa da morte. Um segundo relatório deverá esclarecer as circunstâncias do caso.

Após a cirurgia, Gailloux foi levada ao quarto de hotel e chegou a registrar um vídeo da paisagem local, que compartilhou com conhecidos. Veículos de comunicação turcos informaram que ela permanecia sob vigilância, embora não esteja claro se o acompanhamento era feito por um profissional de saúde.

Cirurgia e agravamento do quadro

Há divergências sobre a data exata da operação. Informações que circularam nas redes sociais indicam que o procedimento teria ocorrido no mesmo dia da chegada da paciente ao país. Já o portal de notícias turco Tibbiye Bülteni afirma que a cirurgia foi realizada em 5 de março, ao meio-dia, e durou cerca de cinco horas.

De acordo com o site, Gailloux passou por exames médicos pré-operatórios de rotina, como análises de sangue, radiografia de tórax e eletrocardiograma. O relatório indica ainda que ela estava estável após o procedimento, mas que seu estado de saúde se deteriorou no dia seguinte, 6 de março.

Segundo relatos, a equipe médica realizou manobras de reanimação cardiopulmonar por cerca de 45 minutos, sem sucesso.

Investigação em andamento

A polícia turca foi acionada e iniciou uma investigação sobre a morte da canadense. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal de Antalya, responsável por determinar a causa exata do óbito.

As autoridades também deverão analisar o histórico de saúde da paciente e suas atividades nos dias anteriores à cirurgia. Relatos iniciais levantaram a hipótese de uso de drogas, mas a acompanhante da agência Bestie contestou a informação.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, ela afirmou que não houve consumo de substâncias ilegais durante a viagem. Segundo o relato, Gailloux teria utilizado cannabis apenas alguns dias antes de partir para a Turquia.

Jessika Chagnon Gailloux era mãe de quatro filhos. A investigação segue em andamento.