Campo Grande e Santa Cruz atraem interessados em licitação de ônibus do Rio

 

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A licitação aberta pela Prefeitura do Rio para a renovação dos operadores de ônibus da Zona Oeste terminou com resultado parcial: dois dos três lotes receberam propostas, enquanto um ficou sem interessados. O grupo Comporte Participações, de Minas Gerais, apresentou propostas para os lotes de linhas locais de Campo Grande e Santa Cruz, mas o lote B1, que concentra ligações mais longas entre bairros como Marechal Hermes, Deodoro, Coelho Neto e Cascadura, não teve ofertas e deverá ser relançado.

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A prefeitura deve agendar uma nova licitação para o lote B1. Os documentos apresentados pelo grupo Comporte continuam em análise para confirmação do resultado dos demais lotes.

A Secretaria Municipal de Transportes iniciou nesta sexta-feira o processo de licitação para a escolha dos novos operadores de linhas de ônibus da cidade, dividido em três lotes — um em Santa Cruz e dois em Campo Grande —, com investimentos estimados em R$ 577 milhões. O objetivo era renovar os contratos de operação do sistema municipal.O processo, no entanto, terminou com participação parcial.

As novas concessionárias ficarão responsáveis pela aquisição e operação da frota, manutenção dos veículos, implantação e gestão de garagens públicas e instalação de sistemas inteligentes de transporte, que permitirão o monitoramento dos deslocamentos em tempo real. Os contratos terão validade de dez anos.

O novo modelo de concessão difere do adotado na licitação de 2010, quando os contratos tinham validade inicial de 20 anos, os operadores eram remunerados exclusivamente pela tarifa e não havia política de subsídio público. Naquele modelo, as empresas também definiam a localização das garagens e eram responsáveis pelo sistema de bilhetagem eletrônica.

Desde então, o contrato passou por mudanças. O fim das concessões atuais foi antecipado, com extinção total prevista até 2028, a tarifa passou a ser subsidiada pela prefeitura e o sistema de bilhetagem foi licitado separadamente. As novas concessões estão organizadas em 34 lotes — 22 estruturais e 12 locais. Em 2010, o serviço foi dividido em apenas quatro grandes consórcios.

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