Campeão mundial pela França critica Cristiano Ronaldo: 'Título não será mérito dele'

 

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Campeão do mundo com a França em 1998, Frank Leboeuf voltou a criticar Cristiano Ronaldo e minimizou a importância do astro português em uma possível conquista do Al Nassr no Campeonato Saudita. Em entrevista à rádio francesa RMC Sport, Leboeuf afirmou que o camisa 7 não mereceria o principal crédito caso o clube confirme o título nacional.

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— Temos de ser muito claros nisto. Aconteça o que acontecer amanhã, se o Al Nassr conseguir erguer o troféu, não será mérito de Ronaldo. Não terá esse crédito. Pelo menos para mim — declarou o ex-zagueiro.

As críticas aconteceram às vésperas do confronto decisivo contra o Al Hilal, rival direto na disputa pelo título saudita. Leboeuf ainda utilizou Lionel Messi como parâmetro para diminuir o impacto de Cristiano no futebol saudita. Segundo ele, a transformação promovida pelo argentino no Inter Miami foi muito mais relevante.

— Querem comparar? Então vamos comparar. Ronaldo ganhar um título na Arábia Saudita nunca poderá se equiparar ao que Messi fez ao conquistar seu primeiro troféu com o Inter Miami. Messi chegou a um clube que estava no fundo da tabela e transformou-o instantaneamente. Fez isso logo na primeira temporada — afirmou.

O ex-jogador francês também argumentou que Cristiano só passou a disputar efetivamente títulos após o forte investimento realizado pelo clube saudita no mercado internacional.

— Ronaldo não conseguiu no primeiro ano. Não conseguiu no segundo. Levou três anos e precisou de uma enorme vaga de “ajudantes” para sequer se aproximar. O clube contratou metade dos jogadores de topo da Europa especificamente para apoiá-lo — disse.

Na sequência, Leboeuf reforçou que, em sua visão, o eventual sucesso do Al Nassr seria consequência da força coletiva do elenco, e não de atuações individuais do português.

— Se eles ganharem, será fruto do esforço dos companheiros de equipe e da força do recrutamento, não da grandeza individual de Cristiano Ronaldo. Ele não os carregou; eles é que finalmente construíram uma base suficientemente grande para carregá-lo — concluiu.