Campeã mundial, seleção de ginástica rítmica terá novas coreografias, músicas e collants já em 2027 - QTU Questões do Universo

Campeã mundial, seleção de ginástica rítmica terá novas coreografias, músicas e collants já em 2027

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A conquista da vaga olímpica antecipada para Los Angeles mudará todo o planejamento da seleção brasileira de conjunto de ginástica rítmica até os Jogos Olímpicos em 2028.
E fará com que atletas e comissão técnica tenham férias "de verdade", algo que o grupo e a treinadora Camila Ferezin não experimentam desde 2011, quando ela assumiu o cargo.
É que agora, o ano de 2027 passará a ser apenas de preparação e aprimoramento para a Olímpiada e não mais de briga pela classificação.
No Campeonato Mundial de 2026, disputado em Frankfurt, na Alemanha, na última semana, o Brasil conquistou a medalha de bronze na prova olímpica e a de ouro nas duas séries, a mista (três arcos e dois pares de maças) e a simples (cinco bolas).
Essa é a primeira vez na história da ginástica, rítmica ou artística, que o Brasil garante vaga aos Jogos de forma tão antecipada.
— Agora a gente não vai pensar no ano de 2027, no Campeonato Mundial de 2027...
Já vamos pensar na Olimpíada em 2028.
Ano que vem será de preparação.
Vamos poder dar descanso às ginastas e dar experiência a outras atletas.
Elas não precisarão ir até o limite novamente em 2027 — declara Ricardo Resende, o Cacá, diretor-geral da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), que comemora a mudança no "clima".
— No final do ano passado, a Federação Internacional avisou que as etapas de Copas do Mundo seriam classificatórias para Los Angeles e tivemos de nos apressar, correr e antecipar toda a nossa preparação de olho nessa classificação.
Foi uma loucura.
Agora será diferente.
Cacá indica ainda que o ano de 2027 será de expansão para a CBG.
Disse que a entidade construirá um novo Centro de Treinamento para a GR em Aracaju e que ampliará sua sede:
— Aracaju não tem os encantos de outras cidades, está todo mundo voltado ao projeto da ginástica.
É a cidade que nos acolheu e que nos proporciona todas as condições de trabalho.
Nosso plano agora é tocar o projeto de um novo CT e da nova sede da Confederação.
Em 2027, não pegamos nenhum evento internacional porque vamos focar na nossa expansão — divulga o diretor.
— Sonhamos com este momento, com esta consagração mundial.
E é importante a celebração.
As atletas chegarão em Aracaju na sexta-feira e terão carreata, trio elétrico e cerca de 2 mil pessoas para recebê-las.  Festa do tamanho que elas merecem.
Campeãs mundiais da ginástica rítmica são recebidas com festa na chegada ao Brasil
Camila conta que por causa da classificação aos Jogos antecipadamente poderá adiantar decisões importantes.
Revelou que o conjunto terá novas coreografias, novas músicas e novos collants para Los Angeles-2028.
Mesmo que "Feeling Good" e "Abracadabra" sejam novíssimas, apresentadas este ano, em abril, em etapa da Copa do Mundo no Uzbequistão, em Tashkent.
E mesmo que tenham tido sucesso no Mundial.
— Imagina escutar essas músicas todos os dias no ginásio.
Seriam mais dois anos com a mesma música e coreografia.
Agora que conseguimos chegar a uma execução excelente, acho legal ter outros desafios, mostrar que nossa equipe sabe executar estilos diversos, trazer novidade...
Senão, cansa.
É importante inovar.
Temos meninas com maturidade para isso e agora, tempo — explica Camila.
— Em 2027 vamos poder antecipar esses processos.
Normalmente mudamos uma coreografia no ano que antecede a Olimpíada e a outra, no ano dos Jogos.
Mas como agora a gente já tem a vaga assegurada, podemos mudar as duas já em 2027 e chegar ainda melhor em Los Angeles.
A treinadora contou que não dará folga às atletas nesse momento.
Os treinos recomeçam na semana que vem, após os compromissos com patrocinadores.
A seleção disputará os Jogos Sul-americanos, em setembro, na Argentina. 
Ao menos, ela explica, as ginastas terão apenas um período de treino, e não dois.
— Elas terão os Jogos Sul-americanos e depois quero dar folga.
Mas não sei por quanto tempo.
Por agora, vamos treinar em carga horária menor.
Farão um período apenas, quatro horas.
Elas treinam, oito por dia.
Com isso terão tempo de recuperação e também para colocar os estudos em dia — explica Camila, que compensará suas atletas ao final do ano.
— E teremos férias, férias-férias, não recesso.
Eu nunca tive férias desde que assumi este desafio com a seleção em 2011.
Camila, ex-atleta da ginástica rítmica, primeira medalhista de ouro do Brasil em Jogos Pan-Americanos (Winnipeg-1999) e finalista na Olimpíada de Sydney-2000, assumiu a coordenação da seleção quando o país era 26º no Mundial.
E pela primeira vez na história, o Brasil subiu ao lugar mais alto do pódio, na edição de 2026 do Mundial, em Frankfurt. 
Ela explica que a seleção tem tido folgas no final do ano.
Mas que não conseguia dar um período maior.
Ela mesma ficava em Aracaju durante a folga e se via envolvia em processos da modalidade.
Agora quer fazer diferente:
— Vou viajar com a família, ter Natal e Ano Novo...
Eu nunca pude fazer isso desde que assumi a seleção e agora vou poder realizar este sonho.
Não sei para onde vamos ainda, mas sairei de Aracaju, para qualquer lugar, e terei a companhia dos meus dois filhos e marido.