Campeã do carnaval, Viradouro desfilou com defeito de acabamento em carro alegórico; veja vídeo
Vencedora do carnaval do Rio de Janeiro, a Unidos do Viradouro levou à Sapucaí o enredo "Pra Cima, Ciça!", homenageando o mestre de bateria da agremiação, em um desfile que tirou nota máxima em todos os quesitos, recebendo apenas duas notas diferentes de 10 — 9.9 em samba-enredo e em fantasias, que foram descartadas. Apesar do brilho no sambódromo e do gabarito na pontuação, uma falha da escola chamou a atenção do público: o 5º carro alegórico da escola vermelha e branca desfilou com o teto sem forro, de forma que estruturas de ferro e de madeira ficaram visíveis na Avenida. A falha, que deveria ser penalizada segundo o Manual do Julgador da Liesa, não foi considerada pelos jurados.
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Com o nome Legado do Mestre Caveira, a quinta alegoria a entrar na Sapucaí pela Viradouro brincou com o apelido de Ciça no universo da percussão carnavalesca, trazendo diversas caveiras, que representam como o ritmista é chamado pelos amigos do samba, que também ganharam espaço no carro. A alegoria levou diversos mestres de bateria, como Fafá, da Grande Rio, e Marcão, da Tuiuti, além de também abrigar intérpretes de outras escolas, como o portelense Zé Paulo Sierra.
O carro contou ainda com um esqueleto central erguendo uma caixa, instrumento "de guerra" do mestre Ciça, conhecido como sua marca entre os ritmistas do carnaval. Foi ao redor dessa caveira que houve um descuido com o acabamento do carro alegórico: o entorno da estrutura prateada de ossos estava descoberto, com ferros, madeiras, canos, fios e tomadas aparecendo.
Quando o carro entrou pelo Setor 1, no segundo dia de desfile do Grupo Especial, parte do público reparou imediatamente nos defeitos e chegou a comentar que a escola, que entrava impecável até então, poderia perder pontos em alegorias e adereços.
Carro alegórico da Viradouro apresentou falhas em acabamento
De acordo com o Manual do Julgador do Carnaval 2026, documento produzido pela Liesa para orientar de que forma os jurados devem avaliar as escolas em cada categoria, acabamentos e cuidados na confecção e decoração, no que se refere ao resultado visual, inclusive das partes traseiras e geradores, devem ser considerados pelos julgadores de alegorias e adereços.
O quesito é dividido entre concepção e realização, com cada subquesito valendo de 4,5 a 5 pontos, que formam a nota total da categoria. Com as partes expostas, o carro alegórico não teria apresentado excelência no subquesito de realização e, ainda segundo o Manual, deveria ser penalizado:
"Penalizar: a exposição de pedaços de fantasias, escadas, caixas, isopores ou qualquer outro tipo de objeto estranho ao significado das alegorias e/ou adereços e tripés apresentados em desfile" é uma das normativas do regulamento.
