Campanha de Flávio está ‘aliviada’ com liberação de inquéritos do Master, diz coordenadora econômica

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Fonte da notícia: Valor Valor

A coordenadora do plano econômico da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, se manifestou sobre a liberação de dados dos inquéritos relacionados ao caso do Banco Master promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na visão da integrante da campanha bolsonarista, a retirada do sigilo das investigações trouxe “alívio”, apesar da revelação de que o presidenciável é investigado pela Polícia Federal (PF).

“A campanha está aliviada com a abertura da transparência dos inquéritos. Eu acho que deveria abrir tudo. O brasileiro merece ter transparência. Deveria abrir o INSS e todos os outros inquéritos para que haja transparência. E eu, como agente econômico, só acho que precisa restabelecer a paz institucional, pois não há liberdade econômica ou capacidade de investimento no Brasil se não houver paz”, disse Marques, em entrevista a jornalistas, após participação em evento da Esfera Brasil.

Os documentos que vieram à tona mostram que o ministro André Mendonça, do STF, determinou a abertura de um inquérito para investigar a atuação do senador e candidato no financiamento do filme "Dark Horse", a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi tomada em julho após a PF indicar suspeita de crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e organização criminosa. A investigação só veio a público nesta sexta-feira (11), após Mendonça atender ao pedido de retirada do sigilo do caso Master.

A coordenadora do plano econômico de Flávio também foi questionada sobre medidas que colocaria em prática para fortalecer a fiscalização dos bancos e evitar esquemas como os promovidos pelo Banco Master. Em sua visão, não é papel do Ministério da Fazenda sugerir medidas para evitar casos de fraude como esse.

“Isso compete ao Banco Central. O Banco Central tem autonomia e independência para isso e ele tem o poder regulador perante o setor financeiro. Então, tem que respeitar os técnicos”, afirmou.

Questionada sobre os cortes em despesas que pretende fazer como ministra da Fazenda em um eventual governo Bolsonaro, Marques reforçou que o presidenciável se compromete a não cortar benefícios sociais.

“Já foi feito o compromisso que não se mexerá em programas sociais. A nossa proposta vai ser focada em enxugamento da máquina pública e em privilégios tributários. E os técnicos vão levar um cardápio para que haja discussão com o Congresso. O Congresso é soberano nessa decisão”, disse.

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