O senador Camilo Santana (PT-CE), um dos coordenadores políticos da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, criticou nesta segunda-feira (19) a proposta da equipe econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) de estabelecer em dois anos o período de transição do Bolsa Família para beneficiários que consigam emprego ou abram negócios. Camilo associou a medida à possibilidade de cortes nos gastos sociais em um eventual governo de Flávio.
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A proposta foi anunciada hoje pela coordenadora do núcleo econômico da campanha de Flávio, Daniella Marques. Com as regras propostas por ela, as famílias que têm direito serão desligadas do programa somente após o período de transição de 24 meses, com a obtenção de emprego ou nova renda capaz de excluí-los do Bolsa Família. A coordenadora também prometeu que será cumprido "retorno automático" em caso de perda de emprego, de forma permanente.
“Isso já mostra claramente de onde é que o Flávio Bolsonaro quer cortar os seus R$ 200 bilhões. Esse tesouraço. Então, isso é para que cada vez mais a população brasileira fique ciente de que o que foi feito pelo governo Bolsonaro, o filho dele vai fazer exatamente a mesma coisa, para exatamente favorecer os poderosos e prejudicar o povo brasileiro”, afirmou Camilo.
Apesar da crítica, a atual regra de proteção do Bolsa Família estabelece que, mesmo quando a renda da família ultrapassa R$ 218 por pessoa, ela não é imediatamente excluída do Bolsa Família. A família pode continuar recebendo 50% do valor do benefício que recebia antes, por um período de até 12 meses, apesar de haver um prazo de transição de 24 meses para aqueles que ingressaram na regra de proteção até junho de 2025.
Valor