Câmeras de segurança flagram jovem despejando gasolina antes de incêndio na maior sinagoga do Mississippi; vídeo

 

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Imagens de câmeras de segurança revelaram os momentos que antecederam o incêndio criminoso que atingiu a Congregação Beth Israel, em Jackson, a maior e mais antiga sinagoga do Mississippi. Stephen Pittman, de 19 anos, foi acusado de danificar ou destruir maliciosamente um edifício por meio de fogo, em um ataque classificado pelas autoridades como antissemita.

As gravações mostram Pittman, usando máscara e capuz, despejando gasolina pelo corredor e sobre móveis do saguão, pouco depois das 3h da manhã de sábado (10). Segundo o Corpo de Bombeiros de Jackson, as chamas se espalharam rapidamente, com fogo saindo pelas janelas e todas as portas do prédio trancadas. Ninguém ficou ferido.

Confira:

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Confissão, prisão e investigação federal

De acordo com uma declaração juramentada do FBI apresentada ao Tribunal Distrital dos EUA no Mississippi, o jovem confessou ter iniciado o incêndio dentro do prédio, que chamou de “sinagoga de Satanás”. Ele foi preso em um hospital, onde tratava queimaduras leves, em operação que envolveu autoridades locais, o FBI e o Departamento de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos (ATF).

O vídeo mostra o incendiário mascarado e encapuzado, movendo-se pelo prédio no meio da noite, momentos antes do incêndio começar

Divulgação/Beth Israel Congregation

Na primeira audiência, realizada por videoconferência, Pittman apareceu com as mãos enfaixadas e teve um defensor público nomeado. Os promotores informaram que ele pode ser condenado a uma pena entre cinco e 20 anos de prisão. O juiz marcou uma audiência preliminar para 20 de janeiro.

O incêndio devastou a Congregação Beth Israel em Jackson por volta das 3h da manhã de sábado

Divulgação/Beth Israel Congregation

O depoimento do FBI relata que Pittman comprou gasolina em um posto no caminho, retirou a placa do carro, quebrou uma janela da sinagoga com um machado e usou um isqueiro para iniciar o fogo. O pai do suspeito procurou o FBI após receber mensagens e uma foto do local antes do ataque.

O incêndio destruiu áreas administrativas e a biblioteca, onde rolos da Torá foram danificados ou destruídos. Segundo a sinagoga, dois pergaminhos foram perdidos, enquanto outros estão sendo avaliados por danos causados pela fumaça. Um rolo que sobreviveu ao Holocausto não foi atingido.

Fundada em 1860, a Congregação Beth Israel é um símbolo da vida judaica no Sul dos Estados Unidos e já havia sido alvo da Ku Klux Klan em 1967, durante a luta pelos direitos civis. Líderes religiosos, autoridades e organizações como a Liga Antidifamação e o Centro Simon Wiesenthal condenaram o ataque, destacando o crescimento de incidentes antissemitas no país.

A Congregação Beth Israel, a maior sinagoga do Mississippi, foi destruída por um incêndio criminoso no fim de semana, e um suspeito, Stephen Pittman, de 19 anos, foi preso

Divulgação/Beth Israel Congregation

Em nota, a congregação afirmou que continuará suas atividades religiosas, ainda que temporariamente em espaços cedidos por igrejas locais. “Somos um povo resiliente”, declarou o presidente da Beth Israel, Zach Shemper. “Com o apoio da comunidade, vamos reconstruir.”