Os mercados locais destoam da maior percepção de risco vista no exterior, após os Estados Unidos e o Irã voltarem a trocar ataques neste fim de semana, por causa de pesquisas eleitorais que apontam uma disputa mais equilibrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Entretanto, a pressão externa que parecia surtir pouco efeito nos mercados locais passou a fazer preço nos juros futuros e no câmbio nesta tarde, enquanto o Ibovespa segue em valorização firme.
O principal índice da B3 conta com o apoio das ações Petrobras, que operam em alta de mais de 3% em meio à valorização do petróleo.
Operadores dizem que, passada a formação da Ptax (taxa do Banco Central usada como referência para diversos contratos) de fim de mês, o dólar foi gradativamente ganhando força, mas sem conseguir reverter a queda.
Perto das 16h15, o dólar à vista era negociado em queda de 0,26%, cotado a R$ 5,1826, depois de ter encostado na mínima de R$ 5,1610 pela manhã.
Já o euro comercial operava perto da estabilidade, em alta de 0,02%, a R$ 6,0201.
No exterior, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, recuava 0,29%, aos 99,418 pontos.
No mercado de juros, no exterior, o rendimento do título do Tesouro americano de dez anos saía de 4,717% para 4,759%, enquanto no Brasil, a taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2029 avançava de 14,155% do ajuste anterior para 14,19%.
Já as bolsas de NY recuavam, com o S&P em queda de 0,42% e o Nasdaq recuando 0,37%, enquanto o Ibovespa apreciava 1,11%, aos 177.616 pontos.
Andre Penner/AP
