Câmara do Rio inclui expansão da Linha 2 do Metrô no projeto Praça Onze Maravilha e autoriza parceria com o governo do estado
A Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro incluiu uma emenda no texto final do projeto Praça Onze Maravilha que autoriza a Prefeitura a colaborar diretamente com o governo do estado na expansão do metrô, no trecho da Linha 2 entre a Carioca e a Praça da Cruz Vermelha.
A medida respalda o município para que participe da viabilização da obra, que é um gargalo histórico na infraestrutura de transporte da cidade. Ao CBN Rio, o CEO do Metrô, Guilherme Ramalho, viu com bons olhos a aprovação do marco e defendeu a realização da obra como um avanço decisivo até para outras expansões do sistema.
A emenda, de autoria do presidente da Câmara, vereador Carlo Caiado (PSD), tem como foco a conclusão de uma parte planejada da Linha 2 do metrô. O projeto de engenharia, lançado e engavetado há décadas, compreende a extensão do trecho entre as estações Estácio e Carioca, contemplando a construção de duas novas estações intermediárias: Catumbi e Praça da Cruz Vermelha.
O projeto de lei não fala em recursos nem prazos para a realização da obra. Para Guilherme Ramalho, o traçado tem prioridade operacional para o metrô, pois permitiria que os trens da Linha 2 não precisassem mais usar os trilhos da Linha 1 a partir da Central do Brasil. Isso reduziria o tempo de intervalo e aumentaria em 30% a capacidade da Linha 2 de receber passageiros. "É um trecho de três quilômetros que beneficia o Centro do Rio e permite um avanço futuro para a Baixada, por exemplo", explicou.
O escopo do Praça Onze Maravilha abrange um amplo plano de revitalização urbana e econômica da região do Sambódromo e do seu entorno. Ao CBN Rio, o prefeito Eduardo Cavalieri comemorou a aprovação do projeto e detalhou o impacto das intervenções viárias:
"Será uma operação de transformação urbana que vai permitir, através de uma PPP com investimento privado, que a gente derrube o Elevado 31 de Março — aquele que passa ao lado do Sambódromo ligando o Santa Bárbara ao Santo Cristo, com opção de descida na Presidente Vargas e no bairro de Santa Teresa", afirmou o prefeito.
Cavalieri ressaltou ainda o efeito de integração que o projeto trará para a região central.
"A partir dessa derrubada, vamos unir esses bairros que foram divididos pelo elevado, permitindo que a gente possa finalmente, de novo, reunir Cidade Nova, Estácio e Catumbi com o Centro Histórico do Rio. Aproveitamos também para incorporar parte da operação do Reviver Centro ali na região da Praça da Cruz Vermelha, consolidando de vez o sucesso do Porto Maravilha e do próprio Reviver Centro."
