Calor acima da média, atraso no frio e aumento de chuvas: veja como será o outono no país

 

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O outono começa nesta semana e deve apresentar um cenário climático diferente do observado nos últimos meses, com tendência de temperaturas mais elevadas e mudanças na distribuição das chuvas pelo país. De acordo com os especialistas, a estação será marcada pela consolidação do El Niño, que tende a provocar efeitos opostos aos registrados durante a atuação do La Niña no verão.

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— A gente deve ter calor acima da média, principalmente em áreas do Centro-Oeste e do Sudeste — explica o meteorologista Cesar Soares, da Climatempo.

Esse aumento das temperaturas, sobretudo ao longo da estação, pode ter impactos diretos no meio ambiente. Entre eles, está a elevação no número de focos de queimadas, especialmente no fim do outono, quando o tempo costuma ficar mais seco em diversas regiões do país.

— O frio deve ser um pouco mais tardio. A gente não deve ter uma condição de um frio tão presente durante os meses de outono, muito pelo contrário. A temperatura deve ser acima da média e o frio deve vir mais para o final da estação mesmo, lá no mês de junho, pela nossa previsão aqui da ClimaTempo — afirmou.

No Sul, o cenário deve ser diferente. A previsão indica excesso de chuva, com destaque para o Rio Grande do Sul, que pode voltar a enfrentar episódios de precipitação acima da média. Diante desse quadro, segundo o meteorologista, a recomendação é “ficar atento às previsões diárias”.

O meteorologista Marcelo Seluchi, chefe de operações do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, confirma que é provável que o Sul acumule mais chuva que os demais lugares neste período de atuação do El Niño.

— Deve chover mais no Sul e menos no Norte. Sudeste e Centro-Oeste são incertos. Isso não significa a repetição de eventos como o do Rio Grande do Sul. Sempre há risco, mas não motivo para pânico — defende Marcelo Seluchi.