Calçadas danificadas no entorno do Bosque Rodrigues Alves preocupam pedestres em Belém

Calçadas danificadas no entorno do Bosque Rodrigues Alves preocupam pedestres em Belém

 

Fonte: Bandeira



Frequentadores, pedestres e usuários do transporte público denunciam a precariedade da calçada no entorno do Bosque Rodrigues Alves, um dos principais espaços históricos de lazer, turismo e prática de atividades físicas de Belém. No trecho da avenida Almirante Barroso, próximo à travessa Lomas Valentinas, as tradicionais pedras portuguesas da área externa estão quebradas, soltas e desniveladas, dificultando a circulação de pessoas e comprometendo a mobilidade de quem passa diariamente pelo local.


O mesmo problema também é verificado na travessa Lomas Valentinas, entre as avenidas Almirante Barroso e Romulo Maiorana. A situação é considerada ainda mais crítica na área próxima à parada de ônibus localizada em frente ao Bosque, na avenida Almirante Barroso. Nesse trecho, é grande circulação de passageiros ao longo do dia. O calçadão registra intenso movimento diário e também é bastante utilizado para caminhadas e outras atividades físicas, especialmente por idosos.


Segundo os frequentadores, os pedestres tropeçam constantemente nas pedras soltas. Muitas pessoas descem dos ônibus e já pisam diretamente nas áreas danificadas, aumentando o risco de acidentes, principalmente entre idosos, pessoas com dificuldade de locomoção e quem utiliza sandálias. Na manhã desta segunda-feira (25), o aposentado Luiz Carlos Mendes, de 66 anos, disse que a situação da calçada representa um perigo constante para quem precisa passar pelo local. “É ruim demais. Agora mesmo eu tropecei e quase caí”, contou. “Para a pessoa idosa é muito perigoso. Seria bom se tivesse uma reforma aqui, porque é um perigo para o ser humano, principalmente para as pessoas mais idosas”, afirmou.


Ele contou que, ao caminhar pela área, precisa redobrar a atenção para evitar acidentes. “Eu sempre olho onde eu piso, principalmente para não pisar nos buracos. E, mesmo assim, eu tropecei ali e quase fui de cara no chão”, disse. Luiz Carlos também destacou o intenso movimento de pessoas no entorno do Bosque, principalmente nas primeiras horas da manhã, quando muitos idosos utilizam o espaço para caminhar. “Aqui é uma área muito frequentada. Tem muita gente caminhando de manhã. As autoridades precisam olhar por isso aqui, porque isso aqui é um bem para todos”, afirmou. O aposentado contou ainda que estava indo para uma consulta médica no bairro da Pedreira quando quase sofreu um acidente no local. Por pouco, a consulta seria para tratar dessa possível queda, que poderia resultar em uma lesão grave. “Está muito feio isso aqui. É a terceira vez que eu tropeço”, contou.


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Aposentado Luiz Carlos Mendes disse que a situação da calçada representa um perigo constante para quem precisa passar pelo local. “É ruim demais. Agora mesmo eu tropecei e quase cai" (Foto: Ivan Duarte | O Liberal)


“ão são buracos. São rombos”, diz técnica em Nutrição


A empregada doméstica Ana Cristina Nascimento, de 34 anos, também reclamou das condições da calçada e afirmou que chegou a tropeçar novamente enquanto passava pelo trecho. “Horrível. Agora mesmo eu acabei de tropeçar aqui. Isso é um perigo, principalmente para os idosos. Precisa fazer alguma coisa”, disse. Enquanto aguardava o ônibus, ela contou que passa frequentemente pelo local e, mesmo já conhecendo os problemas da área, ainda enfrenta dificuldades para caminhar. “A gente vem sempre beirando para justamente não tropeçar nos buracos, porque pode machucar o pé”, disse. Ana Cristina defendeu uma ação urgente do poder público para solucionar o problema. “A prefeitura precisa dar uma olhada nisso urgentemente, até mesmo pelos idosos. E aqui também é uma área turística. São pessoas que vêm visitar aqui”, afirmou.


A técnica em nutrição Guilhermina Martins de Araújo, de 59 anos, disse que utiliza diariamente o calçadão para caminhar, mas afirmou que a situação da calçada compromete até mesmo a prática de exercícios físicos. “Está horrível. Eu venho todas as manhãs e já vi gente cair aqui. Não são nem buracos, são rombos”, criticou. Segundo ela, o problema afeta principalmente pessoas mais velhas que utilizam o espaço público como alternativa gratuita para a prática de atividades físicas.


A empregada doméstica Ana Cristina Nascimento também reclamou das condições da calçada e afirmou que chegou a tropeçar novamente enquanto passava pelo trecho. “Horrível", disse (Foto: Ivan Duarte | O Liberal)


“Muitos que caminham aqui não têm condições de frequentar academia. Então a gente vem para fazer o cardio e acaba correndo risco. A maioria das pessoas que fazem esse percurso são pessoas da minha idade ou até mais velhas”, ressaltou. Guilhermina contou que precisa dividir a atenção entre a caminhada e os obstáculos espalhados pela calçada. “Meu foco muda completamente. Eu venho para caminhar sem risco de vida e acabo prestando mais atenção nos buracos para conseguir desviar”,  contou.


Ela também criticou a forma como os reparos vêm sendo realizados na área. “Eles fazem uma dita ‘guaribada’ e depois começa tudo de novo. Eu acredito que deveria ser feito um trabalho melhor, uma reforma justa e adequada para o lugar, principalmente porque a chuva também influencia no desgaste das pedras portuguesas”, afirmou. A técnica em Nutrição destacou ainda que os problemas são ainda mais graves em alguns trechos da travessa Lomas Valentinas. “Aqui ainda é pouco, mas tem áreas na lateral da ‘Lomas’ que estão bem piores. Na frente do Bosque é rombo mesmo, principalmente próximo às paradas de ônibus”, afirmou. A Redação Integrada de O Liberal entrou em contato com a Prefeitura de Belém e aguarda retorno.


A técnica em nutrição Guilhermina Martins de Araújo utiliza diariamente o calçadão para caminhar e afirmou que a situação da calçada compromete até mesmo a prática de exercícios físicos (Foto: Ivan Duarte | O Liberal)


Problemas:


Pedras portuguesas quebradas, soltas e desniveladas nas calçadas do entorno do Bosque Rodrigues Alves.

Risco constante de tropeços e acidentes envolvendo pedestres, principalmente idosos, pessoas com dificuldade de locomoção e usuários de sandálias.

Dificuldade de circulação nas áreas próximas às paradas de ônibus, onde passageiros descem diretamente sobre trechos danificados da calçada.

Prejuízo à prática de caminhadas e atividades físicas no calçadão, bastante utilizado diariamente por frequentadores do Bosque.