Calbee altera cor de embalagens de salgadinhos por falta de insumo devido à guerra no Oriente Médio
O conflito no Oriente Médio e o impacto nos preços do petróleo, devido o fluxo comprometido no estreito de Ormuz por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, está afetando de forma visível empresas que dependem não só do combustível, mas de seus derivados.
A gigante japonesa de salgadinhos Calbee anunciou que vai mudar temporariamente as embalagens, que são feitas com cores bem vivas, para preto e branco, devido à interrupção no fornecimento de um insumo usado na tinta. A empresa usa nafta, um subproduto do refino de petróleo usado em tintas e plásticos, cujos preços quase dobraram desde o início do conflito, aumentando os custos para as empresas da região.
A empresa afirma que as novas embalagens de 14 de seus produtos, incluindo batatas fritas e biscoitos de camarão, começam a aparecer nas lojas do Japão, a partir de 25 de maio.
Este é o exemplo mais recente de como os bens de consumo diário estão sendo afetados depois que o Irã efetivamente fechou a importante via navegável do Estreito de Ormuz em retaliação aos ataques dos EUA e de Israel contra o país. Os salgadinhos não são a única mercadoria afetada.
A Karex, maior fabricante de preservativos do mundo, já afirmou que a empresa elevará os preços em até 30% — ou mais — caso a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã continue a comprometer o fornecimento de matérias-primas usadas em seus produtos.
A empresa depende de materiais derivados do petróleo, incluindo amônia, usada na conservação do látex, e lubrificantes à base de silicone. Ela é responsável pela produção de mais de cinco bilhões de preservativos por ano e abastece marcas globais, além de sistemas públicos de saúde, como o NHS (Serviço Nacional de Saúde, na sigla em inglês), do Reino Unido.
