O presidente da Caixa, Carlos Vieira, disse nesta segunda-feira (24) que a estatal era uma "selva analógica" há três anos.
Em painel da Febraban Tech 2026, promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em São Paulo, o presidente da Caixa afirmou que o banco está em "outro nível", com processos automatizados, e agora quer ser "sócio remido" do clube dos bancos.
Vieira exemplificou que as operações de crédito imobiliário (que somam 3 mil por dia) eram "totalmente analógicas".
O presidente disse que a estatal observou os parceiros do "clube dos bancos" para copiar as boas práticas.
"Hoje nós podemos dizer que a Caixa está em um outro nível de interação com o digital e, principalmente, com as operações a partir da inteligência artificial", disse Vieira.
Para Vieira, o uso da inteligência artificial (IA) já é uma realidade do sistema financeiro e da Caixa.
Ele afirmou que o banco público tem "exemplos concretos" de mudanças significativas com a adoção da tecnologia nas operações de crédito, inclusive os financiamentos voltados à habitação.
Vieira declarou que o uso de IA também tem auxiliado os trabalhadores da Caixa a assimilar os normativos regulatórios, tanto do ponto de vista mercadológico quanto para as políticas públicas.
"Imagine um banco de ter toda essa complexidade de ser um banco concorrencial e, ao mesmo tempo, ser um banco que distribui políticas públicas, a quantidade de normativos que tem", declarou Vieira.
"A interação dos empregados com esses normativos hoje se dá por segundos.
Nós criamos um modelo de chat que, por IA, eles conseguem agregar essas informações", acrescentou.
Depois de tratar do avanço tecnológico da Caixa, o presidente disse que a estatal estava no "clube dos bancos" como convidada.
"A gente hoje está querendo pedir um sócio remido, porque a gente está entrando, de fato, nesse universo, que é importante para a sociedade", disse Vieira.
Carlos Vieira, presidente da Caixa
Marcelo Camargo/Agência Brasil
