Em Justino, Caio Blat interpreta o bispo Azevedo, líder de uma igreja neopentecostal que conseguiu levar o poder para fora do altar. Baseado no livro Nos Bastidores do Reino, de Mário Justino, a obra explora como religião e política se misturam entre as décadas de 1960 e 1990. A produção ainda não tem data de estreia nos cinemas, mas foi exibida no Festival do Rio. “Fiz várias cenas pregando, improvisando, falando sobre a Bíblia e copiando também figuras carismáticas, bispos e pastores que a gente vê por aí. Estudei bastante a oratória deles para poder representar com dignidade esse papel”, conta, Caio.
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Para o ator, apesar de ser inspirado em um livro de anos atrás, ainda reflete a realidade do Brasil. “[Ele] entrou na política para montar uma bancada evangélica. Ou seja, conta a história inspiradora do Justino, que é uma pessoa real, mas também conta um pouco a história do Brasil e desse fenômeno recente”. Fora dos cinemas, Caio esteve no teatro com Subversão Kafka, que apresenta os textos do autor de um jeito mais humorístico. O projeto é em família, com a dramaturgia do primo Rogério Blat e de outro primo na atuação, Ricardo. “Ele foi genial em encontrar todo o humor que o absurdo texto do Kafka pode ter. Então, embora Kafka seja autor angustiante e difícil para muitas pessoas, nossa peça é engraçada, as pessoas rolavam de rir”.
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