Os candidatos à Presidência da República pelo PSD, Novo e Missão, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos, defenderam a independência do Banco Central em um evento para o mercado financeiro nesta segunda-feira (17), em São Paulo. Os três, porém, criticaram fortemente o atual patamar da Taxa Selic, atualmente em 14% ao ano.
Nunes Marques defende sistema eleitoral brasileiro em reunião com representantes de embaixadas Haddad se diz otimista com início da campanha: 'Pessoas começam a prestar atenção agora' Ex governador de Minas Gerais, Zema defendeu medidas como privatização, reformas administrativas e de previdência. Ainda, defendeu a revisão de benefícios sociais para evitar fraudes, cortar gastos e, dessa forma, pressionar cortes de juros que, segundo ele, podem chegar a 6% num eventual governo.
"O custo no Brasil começa com essa taxa de juros absurda. Qualquer pessoa aqui no Brasil que vai comprar um carro para trabalhar ou uma moto para trabalhar já está em desvantagem como a outra pessoa em outro país que tem a taxa de juros civilizada. Aqui no mínimo 20% ao ano. Lá fora, talvez ele consiga um empréstimo, um financiamento a 6% a 7% ao ano", disse. Já o candidato do Missão, Renan Santos, disse que o Banco Central ficaria confortável em cortar juros em um eventual governo por causa dos cortes que também faria nas despesas da União.
Na palestra, Renan Santos ainda chamou os congressistas e integrantes do Centrão de “cracudos viciados em emendas parlamentares”. Depois, para jornalistas, ele disse que terá um tratamento rígido com o congresso caso seja eleito "Igual um assistente social fala com um 'craqueiro', ele vai lá, vai chamar, vai conversar com carinho, porque esses caras, eles não têm dignidade. Você fala mal deles e depois que você vai compor governo, eles vão sentar pra conversar com você numa boa. Isso já é comum, isso é normal na política. Você pode se bater, se estapear no período eleitoral, mas depois você conversa normalmente. A questão toda é você saber o que você quer deles e saber o que eles querem de você. Se o que eles quiserem de você é pouco republicano, você não entrega", falou. O presidenciável Ronaldo Caiado, do PSD, último a palestrar, também defendeu corte de gastos, além de criticar o atual governo Lula e Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, por “provocarem “ os Estados Unidos no contexto do tarifaço. "Aí ele vai declarar esse enfrentamento, pra quê? Por que é que não vai no diálogo? Por um motivo só. Por que ele quer a briga? Porque ele quer desviar a atenção do eleitor e está querendo iludir a população, enganar a população, os dois arrumando essa briga com os Estados Unidos. E o cidadão tá lá, no Serasa, as empresas fechando, a pessoa não tem hospital direito, não tem segurança pública, faccionado mandando em tudo", disse. Pela manhã, o evento também recebeu autoridades do atual governo Lula. Em meio às preocupações com a trajetória das contas públicas, o petista colocou o vice-presidente, Geraldo Alckmin, e o ministro da Fazenda, Dario Durigan, para falar com o mercado sobre quais seriam as diretrizes para a agenda fiscal em um eventual quarto mandato. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também marcou presença.
CBN