Caiado no PSD reforça a tática de se unir por um candidato de centro-direita

 

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A chegada do governador de Goiás ao PSD reforça a estratégia do presidente da sigla, Gilberto Kassab, em pelo menos duas frentes: além de ampliar o número de parlamentares e governadores eleitos pelo partido, a ideia é mirar em uma candidatura de centro-direita com chances de chegar ao Palácio do Planalto em 2030. Ao mesmo tempo, a estratégia de tirar Ronaldo Caiado do União Brasil tende a isolar ainda mais o senador Flávio Bolsonaro, como herdeiro do capital político do pai.

Em evento em São Paulo, Ronaldo Caiado, possível pré-candidato à Presidência, confirmou que o PSD terá candidatura própria. Disse também que discutiu o tema com Flávio Bolsonaro.

"Ele entendeu perfeitamente e defendeu, inclusive, a tese de um número maior de pré-candidatos no primeiro turno. Foi uma conversa na casa dele, entre colegas, de mais de duas horas, em que detalhamos esses assuntos, mostrando que um número maior de candidaturas no primeiro turno dá a condição de viabilizar o segundo turno. Uma candidatura única no primeiro turno é tudo o que o Lula quer. Nós não estamos fazendo o jogo do Lula, nós queremos ganhar a eleição", afirmou.

Já o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, afirmou que a única dificuldade será o processo decisório de qual candidato. "Em nosso caso teremos um processo um pouquinho mais complexo, mas teremos nosso candidato".

Em movimento coordenado, o presidente do MDB, Baleia Rossi, vem afirmando que quer lançar o ex-presidente Michel Temer como pré-candidato. A ideia é se aproximar ainda mais do PSD em meio à divisão do MDB entre se aliar à campanha de Lula ou de Flávio. Nesse contexto, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, não é descartado, mas fontes do partido afirmam que "muita coisa ainda pode mudar nos próximos meses".

Por outro lado, o PT ainda não definiu as alianças nos dois maiores colégios eleitorais do país. O presidente Lula ainda não desistiu de ter o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) no palanque de Minas. Num café com jornalistas nesta quarta-feira, a ministra Gleisi Hoffmann, das Relações Institucionais, disse haverá uma conversa com o ex-presidente do Senado nos próximos dias antes da decisão sobre a chapa que vai concorrer no estado mineiro.