Caiado chama STF de ‘desordem institucional’ e defende reforma no Judiciário

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Fonte da notícia: Valor Valor

O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou nesta sexta-feira (4) que o Supremo Tribunal Federal (STF) vive uma “desordem institucional”, em meio às conexões de ministros da Corte com o ex-banqueiro do extinto Banco Master, Daniel Vorcaro.

Em entrevista à Folha de S.Paulo e ao portal UOL, o presidenciável voltou a dizer que pretende fazer uma reforma no Judiciário, caso seja eleito presidente da República.

“Em relação a essa desordem institucional, isso nunca foi uma rotina no Supremo [Tribunal Federal]. Eu me lembro bem de, como deputado federal, conviver com o Supremo, onde as pessoas ali guardavam 100% a liturgia do cargo, o decoro do cargo, a formalidade das audiências. Então, é este o Supremo que a sociedade brasileira quer”, afirmou.

Sobre a reforma do Judiciário, Caiado defendeu que a idade mínima para ser ministro do STF passe a ser 60 anos. Ele também propôs uma quarentena de quatro anos antes que os ministros possam voltar a exercer a profissão e de oito anos para que possam ter qualquer pretensão política.

Segundo o ex-governador de Goiás, as mudanças dariam à Corte condições de voltar a ter uma composição com pessoas capazes de promover “uma discussão de altíssimo nível do ponto de vista jurídico, da interpretação da Constituição”.

O presidenciável do PSD também voltou a defender que o STF derrube, antes das eleições, o sigilo das investigações sobre os casos Banco Master, Dark Horse e fraudes do INSS.

Segundo Caiado, manter essas informações sob sigilo até depois da votação representaria um risco à democracia, porque o eleitor poderia escolher candidatos sem conhecer eventuais envolvimentos nas investigações.

“Eu venho há mais de três semanas solicitando que o Supremo Tribunal Federal quebre todos os sigilos para que a sociedade tenha conhecimento daquilo que foi levantado em decorrência da vida de qualquer um”, ressaltou.

Caiado também foi questionado sobre informações que circulam na imprensa envolvendo seu vice, Gilberto Kassab, e doações feitas nas eleições de 2022.

Segundo as reportagens, Vorcaro teria afirmado, em uma proposta de delação premiada rejeitada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, que os R$ 5 milhões doados às campanhas de Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 2022 teriam sido um pagamento de propina articulado junto a Kassab.

Sobre o tema, Caiado defendeu a abertura do sigilo das investigações e ressaltou que tanto Kassab quanto Tarcísio já negaram as acusações. “Primeiro lugar, tem que abrir todas as informações, tanto ele quanto o Tarcísio já negaram”, disse.

Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

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