Caiado chama governos do PT de

Caiado chama governos do PT de 'piores do mundo' e critica Flávio Bolsonaro por falta de explicações sobre caso Dark Horse; assista

Fonte: Bandeira da fonte

O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado , chamou os governos do PT de "piores do mundo", e também criticou a família Bolsonaro em sabatina promovida nesta manhã pelo Valor, O Globo e CBN.
Ele se referiu ao ex-deputado Eduardo como "lesa-pátria".
Em relação a Flávio, que concorre à Presidência do PL, a crítica foi sobre omissão de informações no caso "Dark Horse", que, segundo Caiado, "desrespeita a intelegigência da população".

Caiado também disse, na entrevista, ser favorável ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
O candidato do PSD é o segundo presidenciável a ser sabatinado pelo Valor, O Globo e CBN.
A entrevista começou às 10h30, tem duração de 1h30 e transmissão ao vivo pelos três veículos.

Assista:
Caiado criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que concorre à reeleição, enquanto respondia sobre como pretende equilibrar as contas públicas.
Ele se referiu aos governos do PT como "exemplo de má gestão".
"São os piores do mundo", declarou.

O candidato do PSD criticou o aumento das despesas no governo Lula, que classificou como resultado de medidas “populistas”, e questionou o uso de créditos extraordinários.
Segundo ele, esse instrumento não deveria ser utilizado fora de situações de guerra ou calamidade.
"Lula entende que equilíbrio fiscal é algo que tem que ser excluído", ele disse.
"Eu estou falando em gasto responsável, no sentido de retornar a capacidade produtiva do país."
Superávit primário de 1,5% do PIB
Caiado disse que, uma vez eleito, pretende obter um superávit primário de 1,5% do PIB.
Ele não especificou, entretanto, em que ano conseguiria atingir essa meta.
A meta havia sido antecipada na semana passada pelo coordenador do programa de governo de Caiado, Roberto Brant.
“Exatamente.
Eu estou comprometido mesmo”, respondeu quando questionado se estava pessoalmente comprometido com esse objetivo.
Caiado afirmou que pretende estabilizar a dívida pública já no primeiro ano de governo e, posteriormente, iniciar uma trajetória de redução.
Segundo ele, a estratégia passa principalmente pelo controle das despesas.
“Vamos naquilo que todos esperam de um presidente da República, ou seja, equilibrar a despesa”, disse.
O candidato defendeu que o ajuste das contas públicas seja feito principalmente por meio de uma PEC que limite o crescimento das despesas à inflação mais 50% da expansão do PIB do ano anterior.
O candidato também indicou que pretende preservar os pisos de saúde e educação e políticas sociais que considera “emancipatórias”.
“Você tem um limite para saber como você vai acomodar todo esse seu orçamento dentro daquilo que você vai ter que priorizar ou cortar”, afirmou.
Pressionado sobre como compatibilizar essas despesas com a meta fiscal, Caiado apostou principalmente no crescimento da economia e no aumento da arrecadação decorrente da maior atividade.
Negou que a estratégia seja semelhante à defendida pelo governo Lula e disse que pretende promover também cortes na máquina pública.
“Quantos incentivos fiscais eu tenho no país? Quantos cortes eu devo fazer na minha máquina de estrutura? E não só no Executivo, no Legislativo, no Judiciário e todos os outros órgãos.
Quantas estatais eu terei condições de fechá-las?”, questionou.
Caiado também citou as emendas parlamentares entre as despesas que pretende reorientar para as prioridades de seu programa de governo.
O candidato mencionou mais de R$ 650 bilhões em incentivos fiscais, mas, questionado se pretende cortá-los, evitou assumir esse compromisso.
A ideia apresentada por sua campanha é avaliar os benefícios e direcioná-los para setores considerados estratégicos.
Desvinculação de benefícios previdenciários
A Previdência também foi alvo de questionamentos.
Caiado foi confrontado com declaração de seu coordenador de programa de governo, Roberto Brant, de que a desvinculação dos benefícios previdenciários do salário mínimo é uma possibilidade que “pode ser examinada”.
O candidato, porém, afirmou que uma nova reforma não teria efeito relevante sobre o problema fiscal imediato.
“O que a reforma da Previdência interfere no equilíbrio fiscal hoje?”, questionou.
Segundo Caiado, uma eventual mudança deverá ser discutida posteriormente, diante do envelhecimento da população e do aumento da expectativa de vida.
“A reforma da Previdência será tratada no momento em que nós primeiro limparmos a casa”, afirmou.
Educação
Caiado também afirmou, na entrevista, que pretende acabar com a progressão automática de alunos nas escolas públicas caso seja eleito.
Segundo ele, a promoção de estudantes deverá depender de desempenho e proficiência.
“Passa de ano quem tem nota”, disse.
Segundo ele, o sistema educacional não pode promover alunos apenas por critérios cronológicos ou de idade.
“Eu não vou preservar o analfabetismo funcional”, afirmou.
Caiado defendeu a adoção de provas de proficiência como critério de avaliação e criticou o que chamou de “falso positivo” nos indicadores educacionais.
Segundo o candidato, resultados que levam em conta a progressão dos estudantes podem mascarar deficiências de aprendizagem.
O ex-governador citou Goiás como modelo e afirmou que o Estado avançou na alfabetização na idade certa durante sua gestão.
Também destacou investimentos em infraestrutura escolar, alimentação, uniformes, equipamentos e laboratórios.
Afirmou ainda que pretende ampliar a cobrança por proficiência para além da educação básica.
Ao citar cursos superiores, defendeu avaliações para verificar a qualificação dos formados e mencionou especificamente a medicina, afirmando que profissionais podem concluir a graduação sem condições adequadas para o exercício da profissão.
Sabatinas
Na terça-feira (25), o participante foi o candidato do Novo, Romeu Zema.
Ele disse que Brasília foi tomada por "toma lá, dá cá" e "mercenários", e reiterou críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que alguns ministros transformaram a Corte em "balcão de negócios".
Zema também prometeu privatizações, mas excluiu a Caixa Econômica Federal de sua lista.

As entrevistas com os candidatos à Presidência são conduzidas por Milton Jung, apresentador da CBN; Maria Cristina Fernandes, colunista do Valor; Lauro Jardim e Malu Gaspar, colunistas do Globo.
Ainda nesta semana, serão entrevistados Renan Santos (Missão), amanhã, e Augusto Cury (Avante), na sexta-feira.
Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) foram convidados, mas declinaram.
Segundo pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (21), Caiado tem 5% das intenções de voto.
Lula, com 39%, e Flávio, com 33%, aparecem à frente.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou para menos.
Completam o cenário de primeiro turno: Zema, com 3% das intenções de voto; Renan Santos, com 4%, e Augusto Cury, com 2%.