Domingo à noite pode ser um momento difícil pra muita gente.
No caso de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e vice de Ronaldo Caiado, parecia estar difícil: o político foi flagrado dormindo durante o primeiro debate presidencial de 2026, realizado pela TV Band.
Um dia após a repercussão da imagem, que viralizou nas redes, o fato foi ironizado pelo próprio presidenciável: "Comigo na presidência, você vai dormir tranquilo igual ao Gilberto Kassab no debate!".
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Presidente nacional do PSD e vice de Caiado, Gilberto Kassab cochila durante debate
O vice reagiu, e disse que estava "mexendo no celular".
"Estava digitando e falando com seus eleitores.
Independentemente do cansaço da campanha, como sabemos que você não tem nada a esconder e tem muito a mostrar, todos ficamos mais calmos", escreveu o presidente do PSD.
Confira alguns comentários do X
A brincadeira, postada por Caiado na manhã desta segunda-feira, não pegou muito bem entre os seus seguidores.
Internautas criticaram a postura do ex-governador de Goiás, que foi chamado de "entendiante" e "cansativo".
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"Sua conversa é tão entendiante que nem seu vice aguenta", disse um internauta.
Outro criticou a escolha do presidente do PSD como companheiro de chapa: "Que bela escolha de vice, hein? Nesse ritmo termina com 1%".
Um usuário do X ironizou a postura do ex-governador de Goiás: "tem que rir pra não chorar".
Ainda na rede social, outro seguidor disse que o presidente do PSD dormiu porque não acredita na campanha de Caiado.
Outro perfil chamou o discurso do ex-governador goiano de "enfadonho".
"Nem seu vice tolera o seu discurso enfadonho e cansativo, imagina a maioria dos brasileiros! Kassab errou muito em ter te colocado como candidato".
Outros usuários seguiram os comentários com tom de crítica: "foi preferível teu vice dormir do que te escutar" e "seu discurso é pra boi dormir".
Como foi o debate
Esvaziado pela ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do senador Flávio Bolsonaro (PL) e do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), o primeiro debate dos candidatos à Presidência da República contou apenas com a presença Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).
Na abertura do evento, os três candidatos presentes criticaram as ausências, em especial as de Lula e de Flávio.
Ao longo da conversa, os três abordaram temas como segurança, educação, economia e polarização.
O primeiro a chegar foi o candidato Renan.
Como forma de criticar a ausência de Lula e Flávio, além de produzir materiais e cortes para as redes sociais, o presidenciável do Missão levou duas fraldas com os nomes dos dois postulantes.
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Na sequência, Caiado chegou à Band, no momento em que ocorria uma manifestação próximo à emissora de militantes do partido União Popular (UP).
Eles pediam a participação no encontro de Samara Martins, candidata do partido à Presidência da República.
Como a legenda não tem representantes no Congresso Nacional, não preenche os critérios da legislação eleitoral para participação obrigatória nos debates televisivos.
Sem acesso ao confronto, os partidários ficaram atrás de grades na Rua Carlos Cyrilo Júnior.
Apesar da gritaria que vinha da rua — os jornalistas não puderam sair, sob ameaça de que não teriam autorização para voltar —, Caiado conseguiu falar com os jornalistas e criticou as ausências de Lula e Flávio.
— Essas pessoas que não têm nada a mostrar para o país, a não ser escândalos, e por isso eles se negam a estar presentes, vão querer governar o país.
De um lado tem o 'Dark horse', do outro tem o 'Dark lobby' (...).
Eles não têm coragem de vir ao debate.
Isso mostra que a sociedade brasileira vai avaliar melhor.
Essas pessoas terão independência moral para governar o país? Como é que vão governar o país? Agora, eu tenho coragem para mudar — disse.
Faltando 45 minutos para o início do debate, começaram a surgir informações de que Cury não iria participar.
Ele chegou a entrar pelo estacionamento, mas deixou a emissora e ficou na porta, fazendo uma live.
Nesse momento, os jornalista e fotógrafos tentaram acompanhá-lo, mas foram impedidos de sair.
Após um princípio de confusão, os profissionais foram liberados para sair e se aproximaram de Cury.
Um repórter questionou se ele havia decidido de última hora não participar do debate:
— Decidi de última hora, quando vi que eles não viriam.
Enquanto isso, o Lula está fazendo uma entrevista no mesmo horário do debate.
Isso é um teatro, isso não é democracia — afirmou Cury para, depois de cinco minutos, mudar de ideia e entrar novamente na emissora.
Quando voltou a ser cercado pelos jornalistas, Cury se aproximou do diretor Fernando Mitre e aceitou participar.
